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Ramallah, Cisjordânia - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que quer ser um actor importante no processo de paz se for eleito presidente. A revelação foi feita durante um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.
Ao chegar a Ramallah, na Cisjordânia, proveniente de Jerusalém, onde visitou o memorial Yad Vashem dedicado às vítimas da Shoah, Obama teve uma reunião de uma hora na Muqataa, o quartel-general da Autoridade Palestina.
"Ele afirmou que deseja uma solução pacífica para o conflito israelita-palestiniano e será um actor importante no processo de paz desde os primeiros dias da sua presidência", se for eleito em Novembro, informou Saeb Erakat, um dos principais negociadores palestinianos.
O candidato destacou que "não perderá nenhum instante para buscar um acordo de paz", segundo Erakat.
O presidente palestiniano repetiu ao lado do senador de Illinois que a "colonização israelita" representa um obstáculo no processo relançado em Novembro, e que não registou desde então progresso significativo.
Em Junho, o candidato democrata gerou polémica entre os palestinianos por ter qualificado Jerusalém de capital indivisível de Israel, mas o seu comité de campanha tentou reparar o erro em seguida.
"Ele repetiu que Jerusalém deve ser um dos pontos do estatuto final negociado pelas duas partes, que Jerusalém continuará a ser a capital de Israel, mas que não deve ser dividida por cercas e pontos de passagem", indicou um conselheiro de Obama, tentando esclarecer seus propósitos.
Ao final da reunião com Mahmud Abbas, Obama não deu nenhuma declaração e foi imediatamente para Sdérot, no sul de Israel, alvo frequente de ataques de foguetes palestinianos até a entrada em vigor de uma trégua entre Israel e o Hamas em 19 de Junho.
Para tentar agradar as duas partes, ele falou em Israel do "milagre" da criação do Estado hebreu, reafirmou sua "preocupação constante com a segurança de Israel, e disse que ainda quer promover as relações entre o Estado hebreu e os EUA" se chegar ao Salão Oval.
"Durante 60 anos (da existência de Israel), senhor presidente, o senhor esteve profundamente envolvido neste milagre que aconteceu e reconhecemos isso, não somente como americanos mas também como cidadãos do mundo pelo serviço que o senhor prestou a seu país", declarou Obama na residência do presidente israelita Shimon Peres em Jerusalém.
Ao chegar ao aeroporto de Ben Gurion de Tel-Aviv na noite de terça-feira, o candidato disse ter intenção não somente de dar continuidade como também de reforçar as relações entre israelitas e americanos na administração Obama.
Quarta-feira pela manhã, o candidato, visitou o memorial Yad Vashem, como é de costume para os dirigentes e personalidades estrangeiras.
Angop
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