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Um grupo de mais de vinte polícias de Coslada, junto a Madrid, intimidou durante anos prostitutas estrangeiras ilegais, forçando-as com regularidade a fazer sexo, inclusivamente dentro de carros-patrulha.
O caso da chamada rede de corrupção ‘El Bloque’ envolve ainda chantagem sobre comerciantes e empresários e já chegou aos tribunais, que esta semana determinaram a permanência em prisão preventiva de 13 agentes, entre eles o chefe da polícia, Ginés Jiménez, conhecido como ‘o xerife’. Amina, uma prostituta romena em situação ilegal, afirma que um polícia lhe exigia o pagamento semanal de 200 euros, sob ameaça de a denunciar. Aparentemente, não se tratava de um agente qualquer, mas sim do subchefe da polícia, identificado apenas, por razões legais, como Carlos M. G. A vítima afirma ainda que ele e vários outros polícias mantinham regularmente relações sexuais com as prostitutas, muitas vezes durante as patrulhas, indo-se embora sem pagar os serviços. Em tribunal, Carlos M. G. acusou o ‘xerife’ de ter "arrastado todos os polícias" para a trama de corrupção e extorsão de fundos a prostitutas, comerciantes e empresários. Outro arguido assegurou que Ginés mantinha os pouco mais de 100 mil habitantes de Coslada ‘reféns’ do seu poder. "Vivo há 30 anos em Coslada e desde os 10 ou 15 que tenho medo de Ginés", afirmou. O caso tem ramificações políticas ainda por esclarecer, envolvendo representantes locais socialistas e do Partido Popular (PP). O presidente da câmara, o socialista Angel Viveros, ameaça processar o PP por calúnias, depois de o partido da oposição ter insinuado que pode ter pactuado com a rede de corrupção. F. J. Gonçalves com agências Correio da Manha
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