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A greve dos caminhoneiros espanhóis contra a alta dos combustíveis, iniciada no domingo, está deixando vários postos de gasolina vazios. Temendo a escassez no fornecimento, muitos espanhóis correram para abastecer nesta terça-feira provocando longas filas e deixando muitas bombas vazias.
| | | | Muitos postos já estão vazios na Catalunha e em Ma | De acordo com os fornecedores, 40% dos postos de gasolina da Catalunha e 15% dos postos da capital Madri já estariam sem combustíveis. O medo do racionamento também já estaria se estendendo para os supermercados, onde muitas pessoas fazem filas para comprar comida. Desde que iniciaram a paralisação, por tempo indeterminado, os caminhoneiros bloquearam várias estradas na fronteira do país com a França para impedir a entrada de motoristas estrangeiros, causando engarrafamentos de até 10 quilômetros. “Somos nós quem transportamos os bens que este país precisa para continuar funcionando. Se nós pararmos porque não temos dinheiro para comprar combustível, então o país também vai parar”, disse Julio Villascusa, presidente da associação de transportes espanhola Fenadismer. Impasse Na segunda-feira, terminou sem acordo uma reunião da categoria com o primeiro-ministro Jose Luis Rodriguez Zapatero. As companhias de transporte pediram que o governo estabelecesse preços de combustíveis diferenciados para o setor, depois que o diesel aumentou mais de 20% desde o início do ano. O premiê espanhol se recusou a baixar os preços e ofereceu pacotes de crédito emergencial e aposentadoria, o que foi negado pelos caminhoneiros. Durante a reunião, representantes da Fenadismer disseram que 90 mil empregados autônomos estavam parados. Apesar de as maiores companhias de transporte da Espanha não terem aderido à greve, alguns motoristas que tentaram trabalhar tiveram sua passagem impedida pelos grevistas e, em algumas ocasiões, os vidros de seus veículos quebrados. A manifestação dos motoristas espanhóis se segue à dos pescadores espanhóis e franceses contra alta dos combustíveis. BBC
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