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Os israelenses iniciaram oficialmente nesta quinta-feira as comemorações dos 60 anos da criação do Estado de Israel, no dia 14 de maio de 1948.
Para as celebrações, o governo mobilizou um forte esquema de segurança, temendo possíveis atentados de militantes de grupos radicais palestinos. Desde segunda-feira,
o Exército israelense impôs um bloqueio à Cisjordânia, citando questões de segurança.
O Estado hebreu organizou grandes festejos nas principais cidades para a data comemorativa. Em Tel Aviv, houve exibições da Força Aérea, durante a parada militar. Nas ruas de Jerusalém e Haifa, a população comemorava e assistia à queima de fogos de artifício e a apresentações musicais.
Suspense- As festividades acontecem, no entanto, em meio ao mistério que cerca o inquérito realizado contra o primeiro-ministro Ehud Olmert, interrogado na sexta-feira pela polícia. De acordo com a imprensa local, o verdadeiro 'blecaute' informativo imposto pela justiça poderá ser encerrado no fim das comemorações, na noite desta quinta-feira.
O jornal Yédiot Aharonot indicou na última sexta-feira que Olmert aparentemente era suspeito de ter recebido dinheiro de um empresário americano, supostamente para financiar campanhas eleitorais.
Conflito- Paralelo às comemorações dos israelenses, os palestinos lembravam o 'Nakba', a considerada 'catástrofe' para eles da criação do Estado judaico. Na Cisjordânia, um "campo do regresso", um centro para lembrar a perseguição realizada por Israel durante a sua criação.
A inauguração do centro aconteceu na presença do primeiro-ministro palestino Salam Fayyad em tendas erguidas sobre uma área de Ramallah, perto do Mouqataa, o quartel-general da Autoridade Palestina.
Ele abriga uma exposição de fotografias e de documentos que reconstituem o 'Nakba' para os palestinos pela criação de Israel em 1948. Ele deve realizar futuramente palestras sobre o assunto. Quase 760 mil palestinos foram obrigados a abandonar suas casas durante a criação do Estado hebreu.
O destino desses refugiados e dos seus descendentes, no total quase 4,5 milhões de pessoas, é a questão mais espinhosa do conflito entre israelenses e palestinos, e Israel se recusa a discutir a devolução desses territórios.
Em Belém, no sul da Cisjordânia, centenas de palestinos marcharam por três campos de refugiados. À tarde, milhares de pessoas são esperadas em Saffouriya, perto de Nazaré, Galiléia, para a tradicional manifestação de árabes-israelenses que exigem o direito de retorno para essas terras.
Do Diário OnLine
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