A chamada norma "salva-primeiro-ministro" deverá proteger os dirigentes políticos durante todo seu mandato e suspende também os prazos da prescrição.
Caso seja ratificado pelo Parlamento, o projeto entrará em vigor a partir de setembro.
Segundo o ministro da Justiça, Angelino Alfano, o objetivo dessa lei é proteger os maiores cargos de Estado para que aqueles que o ocupam trabalhem "com serenidade".
A oposição de esquerda, fortemente enfraquecida após a forte derrota eleitoral de abril, anunciou que se oporá em bloco à medida, que garante a imunidade e a impunidade de um dos homens mais ricos da Itália, dono de um império mediático, eleito pela terceira vez primeiro-ministro.
"Berlusconi quer resolver seus problemas judiciais com medidas políticas", declarou o ex-juiz anticorrupção Antonio Di Pietro, líder do pequeno partido Itália dos Valores, que convocou para o dia 8 de julho uma manifestação contra as chamadas "leis canalhas".
ROMA (AFP)















