Segundo fontes de segurança e hospitalares, pelo menos sete pessoas encontraram a morte em Beirute e pelo menos outras 30 ficaram feridas nos confrontos do final da tarde.
"Estamos assoberbados com o número de feridos transportados para o hospital", indicou um responsável do hospital norte-americano em Beirute.
Os últimos confrontos mortíferos remontam a 27 de Janeiro, quando sete pessoas, quatro das quais militantes xiitas, foram mortas pelo exército durante uma manifestação.
Os confrontos, segundo os serviços de segurança, sucederam-se em vários bairros mistos sunitas-xiitas no ocidente de Beirute. À noite, ouviam-se explosões por toda a capital.
Durante uma vídeo-conferência, Hassan Nasrallah fustigou a "declaração de guerra" implícita, segundo ele, nas decisões do governo.
O executivo decidiu terça-feira investigar uma rede de telecomunicações instalada pelo Hezbollah por todo o país, e demitir o chefe da segurança do aeroporto de Beirute, apresentado como próximo do movimento xiita. Por sua vez, Nasrallah afirma que esta rede faz parte da sua "resistência contra Israel".
"A nossa resposta a esta declaração de guerra é o nosso direito a defender-nos, defender a nossa resistência, as nossas armas e a nossa existência", insistiu o chefe do movimento xiita, exigindo que o governo volte atrás nessas decisões e aceite um diálogo nacional.
O dirigente da maioria parlamentar, o sunita Saad Hariri, apelou ao chefe do Hezbollah para pôr fim ao "cerco" da capital e a "retirar os homens armados das ruas".
Uma jornada de greve geral por uma melhoria dos salários, apoiada pela oposição, paralisou Beirute quarta-feira e os incidentes estenderam-se hoje a Bekaa (Leste) e Tripoli (Norte).
Manifestantes da oposição bloquearam a estrada que leva ao aeroporto de Beirute, onde o tráfego aéreo está quase paralisado, segundo um responsável aeroportuário.
Além disso, simpatizantes, do governo bloquearam as vias que levam à Síria, e aos feudos do Hezbollah a Leste e ao Sul.
O governo de Fouad Siniora recebeu o apoio do Cairo, de Riade e do Conselho de Segurança da ONU.
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos começaram já a retirar os seus cidadãos de Beirute.
O Líbano atravessa a sua mais grave crise política desde o fim da guerra civil de 1990, e está sem chefe de Estado desde 24 de Novembro, porque as duas partes em presença não conseguem chegar a acordo sobre a partilha do poder.
TM.
Lusa/Fim















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