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Jerusalém - O governo Israelita reabriu hoje as passagens fronteiriças com Gaza e permitirá a entrada pela primeira vez num ano de cimento no território palestiniano, informaram fontes oficiais.
As fronteiras entre o Estado judeu e a Faixa de Gaza estavam fechadas em represália ao lançamento de foguetes perpetrado por milicianos palestinianos contra o território israelita.
A reabertura das fronteiras foi confirmada tanto por fontes oficiais israelitas como do movimento islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza há mais de um ano.
As passagens fronteiriças de Karni, Nahal Oz e Sufa, usadas para a entrada de mercadorias e alimentos em Gaza, foram reabertas hoje, após uma ordem do ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak.
Barak teria autorizado a reabertura da fronteira depois de confirmar que milicianos palestinianos em Gaza não perpetraram qualquer ataque com foguetes na terça-feira.
"Uma parte da passagem industrial de Karni e as de combustível de Nahal Oz e Sufa foram abertas para permitir a entrada de produtos humanitários, alimentos e pela primeira vez num ano, de cimento", declarou à imprensa local Peter Lerner, porta-voz do escritório de coordenação das actividades do Governo israelita nos territórios palestinianos.
Segundo Lerner, que trabalha directamente com o Ministério da Defesa israelita, a previsão é de que 75 camiões entrem em Gaza através da passagem de Sufa e outros 80 veículos através de Karni.
Seguindo a rotina dos últimos dias, a principal passagem de pessoas, a de Erez, controlada pelo Exército israelita e situada no norte de Gaza, permanece aberta para os casos humanitários.
"Entre 40 e 50 pessoas saem a cada dia da faixa para receber tratamento médico em Israel", precisou.
O Ministério do Interior em Gaza, controlado pelo Hamas, também confirmou que as passagens foram reabertas hoje.
Desde que começou o frágil cessar-fogo entre Israel e o movimento islamita, no dia 19 de Junho, o Estado judeu fechou a fronteira com Gaza por seis dias, em resposta ao lançamento de foguetes e bombas por parte de milicianos palestinianos. Angop
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