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Grupos armados palestinos na faixa de Gaza lançaram nesta sexta-feira duas novas bombas contra Israel, que mantém fechadas as passagens fronteiriças com o território, no que representa mais duas violações da frágil trégua iniciada há nove dias. Os projéteis caíram em zonas desabitadas do deserto do Neguev, no sul de Israel, sem deixar vítimas nem causar danos materiais, informou o Exército israelense.
Nesta quinta-feira, as Brigadas de Mártires de Al Aqsa --braço armado do Fatah --dispararam dois foguetes Qassam contra Israel, o que levou a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, a pedir uma "resposta militar imediata" a cada ruptura palestina do cessar-fogo. Embora continue em vigor, a trégua entre Israel e os grupos extremistas da faixa de Gaza foi descumprida por ambas as partes em várias ocasiões desde a última segunda-feira (23). Em virtude do acordo, alcançado com mediação do Egito em 19 de junho, os grupos palestinos têm que parar de lançar foguetes contra Israel, que deve, por sua vez, suspender suas operações militares no território e dar fim progressivamente o bloqueio a Gaza. Uma fonte das ONU (Organização das Nações Unidas) citada hoje pelo jornal "Yedioth Ahronoth" contabilizava sete violações israelenses e uma palestina em uma semana, sem contar os quatro projéteis lançados desde então pelas milícias da faixa de Gaza. Os grupos palestinos dispararam, no total, oito foguetes Qassam ou bombas desde a segunda-feira, e nenhum dos ataques foi reivindicado pela facção armada do Hamas, movimento que controla a faixa de Gaza há um ano e induziu o fim das hostilidades. Fechamento Desde o primeiro destes ataques, na segunda-feira, Israel mantém fechadas as passagens fronteiriças com Gaza. Em vez de responder com bombardeios aéreos ao lançamento de foguetes, Israel optou desta vez por reagir aos foguetes com a restauração do bloqueio sobre a região, o que também representa uma violação dos termos da trégua. Hoje, será reaberta apenas a passagem de Nahal Oz, para que chegue a Gaza combustível para a única central elétrica do território, que há meses funciona em capacidade mínima. Entrará apenas a quantidade estipulada pela Corte Suprema israelense para evitar uma crise humanitária. Da parte israelense, segundo a fonte da ONU, a maioria dos descumprimentos da trégua foi de disparos contra agricultores palestinos que cultivam terras perto da cerca que separa os dois territórios e contra pescadores, pois a Marinha israelense controla o espaço marítimo de Gaza. O grupo radical palestino Jihad Islâmico, que contabiliza 15 violações israelenses à trégua, relaciona também sobrevôos de F-16 e de aviões não-pilotados. da Efe, em Jerusalém
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