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Moscou: Putin acusa EUA de interferirem na Geórgia para favorecer McCain |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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29-Ago-2008 |
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O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acusou os Estados Unidos de terem interferido no conflito com a Geórgia, com norte-americanos "na zona do conflito durante as hostilidades", acusação que já foi rejeitada por Washington. "Sugerir que os Estados Unidos orquestraram isso por conta de um candidato político não parece racional", declarou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.
Vladimir Putin fez as acusações numa entrevista à cadeia de televisão norte-americana CNN, da qual só foram divulgados excertos no site da estação, indicando que as suas fontes são responsáveis da Defesa russa.
"Se bem compreendi, isso sugere que alguém nos Estados Unidos criou um conflito para piorar a situação e criar assim uma vantagem em favor de um dos candidatos na renhida corrida ao cargo de presidente dos Estados Unidos", declarou Putin, num excerto da entrevista transmitido pela televisão russa.
Segundo o 'site' Internet da CNN, Putin explicou que o objectivo seria desviar a atenção dos eleitores dos conflitos no Iraque e no Afeganistão e das suas preocupações em relação à situação económica dos Estados Unidos, o que beneficiaria o candidato republicano, John McCain.
"Essas acusações são evidentemente falsas, de uma vez por todas. Mas também parece que esses responsáveis da Defesa (russa) que disseram acreditar ser verdade lhe dão muito maus conselhos", acrescentou a porta-voz norte-americana.
Segundo a CNN, o primeiro-ministro russo afirmou igualmente que, no terreno, foram dadas ordens pelos norte-americanos.
"O facto é que cidadãos norte-americanos estiveram realmente na zona do conflito durante as hostilidades. Devia admitir-se que eles estiveram lá por terem recebido ordens dos seus superiores", disse Putin na entrevista, que vai ser difundida mais tarde, da qual alguns excertos já foram colocados no 'site' da CNN.
"Consequentemente, eles agiram executando essas ordens, agiram sob ordens e o único que pode dar essas ordens é o seu dirigente" acrescentou.
Segundo a agência russa Itar-Tass, Vladimir Putin responsabilizou também os Estados Unidos por "não deterem" o presidente da Geórgia, Mikhail Saakaschvili, quando este decidiu atacar a Ossétia do Sul, operação que desencadeou a resposta militar russa.
"Para quê realizar durante anos difíceis negociações e procurar soluções de compromisso para os conflitos étnicos? É mais fácil armar uma das partes e levá-la a matar a outra parte", disse o primeiro-ministro russo, citado pela mesma agência.
Depois de derrotar a Geórgia na Ossétia do Sul, a Rússia reconheceu terça-feira a independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul.
A este episódio juntaram-se hoje outras declarações que contribuem ainda mais para a escalada política entre Washington e Moscovo desencadeada pelo conflito na Ossétia do Sul.
A mesma porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse hoje à imprensa que os Estados Unidos estão a considerar a possibilidade de anular o pacto de cooperação nuclear civil com a Rússia.
"Penso que ainda não há nada a anunciar, mas sei que há conversações" sobre esse assunto, respondeu a porta-voz a uma pergunta sobre a possibilidade de os Estados Unidos deixarem cair o acordo assinado em Maio entre a Rússia e os Estados Unidos.
O acordo em causa destina-se a permitir a ambos os países desenvolverem relações comerciais no sector do nuclear civil sem prejudicar a luta contra a proliferação nuclear.
A Casa Branca anunciou, por outro lado, que o presidente George W. Bush vai desbloquear 5,75 milhões de dólares (cerca de 3,91 milhões de dólares) de ajuda à Geórgia.
Num memorando enviado à secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, Bush indica que esta ajuda visa responder "às necessidades humanitárias das vítimas do conflito e daqueles que foram deslocados pela violência recente na Geórgia".
O memorando explicita que a verba será retirada do Fundo de Urgência dos Estados Unidos para Assistência a Refugiados.
JN
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oriente.