|
Berlim - O reforço da segurança civil e do Estado de Direito na Palestina é tema de uma conferência que reunirá na terça-feira, em Berlim, representantes de 41 países e da União Europeia, da Liga Árabe e das Nações Unidas. Da lista de participantes constam a secretária de Estado norte-americana, Condolleza Rice, o ministro dos negócios estrangeiros russo, Sergei Lavrov, e o alto-comissário das Nações Unidas para a Reconstrução da Palestina, Tony Blair.
A Conferência, que abrirá com uma intervenção da chanceler Angela Merkel, destina-se a "dar passos concretos para aumentar a segurança dos palestinianos", revelou o porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros alemão, Martin Jaeger.
Do lado europeu, além de vários ministros dos negócios estrangeiros, estarão presentes em Berlim o alto representante da União Europeia para a política externa e de segurança, Javier Solana, e a comissária para a política externa, Benita Ferrero-Waldner.
Sob os auspícios da Alemanha, a Autoridade Palestiniana elaborou, entretanto, uma lista de ajudas necessárias, e antes do encontro de Berlim foram já contactados vários países para saber qual poderá ser o seu contributo.
"Esperamos poder terminar a conferência com um resultado muito substancial", adiantou Martin Jaeger, num balanço destas diligências prévias.
Em causa estão a construção do aparelho policial e judiciário na Palestina e o alargamento da missão policial da União Europeia, em que Portugal também participa com alguns efectivos.
A Conferência remonta a um plano de acção para o Médio Oriente apresentado em 2007 pelo MNE alemão Frank-Walter Steinmeier.
As metas principais do referido plano são aumentar a segurança nas ruas e reconstruir a economia da Palestina, paralelamente ao avanço do processo de paz israelo-árabe.
"Isso permitirá aumentar a segurança de Israel, pois sem segurança para os palestinianos e israelistas o processo de reaproximação iniciado em Novembro passado, em Anapolis (EUA) não terá sucesso", sublinhou Martin Jaeger.
O porta-voz alemão admitiu ainda que o cessar-fogo entre Israel e o movimento radical islâmico Hamas, iniciado na quinta-feira na Faixa de Gaza, poderá influenciar favoravelmente a conferência em Berlim.
O Hamas, no entanto, não foi convidado a participar nos trabalhos, esclareceu Jaeger. Angop
|