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Dezassete mulheres foram assassinadas em episódios de violência doméstica no primeiro trimestre deste ano. Os dados mostram que há um aumento do número de mulheres mortas, se comparados com os de 2007, quando, em todo o ano, 21 mulheres foram assassinadas pelos mesmos motivos.
A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) divulgou estes dados e defendeu a necessidade de reforçar o alerta social, de aumentar as acções de prevenção e de oferecer um apoio técnico profissional a todas as mulheres vítimas da violência doméstica.
Aos números das vítimas fatais juntam-se mais 11 relativos a tentativas de homicídio que tiveram como protagonistas maridos, namorados ou companheiros.
"Os dados preliminares que apresentamos deixam-nos preocupadas, porque indiciam um aumento do número de casos face ao ano anterior. Nos resultados de 2007 até tínhamos verificado um decréscimo dos homicídios, apesar de ter havido um aumento das tentativas", disse Maria José Magalhães, da direcção da UMAR.
A violência atinge sobretudo mulheres com idades entre os 55 e 65 anos. No entanto, as jovens entre os 20 e os 25 representam 30% dos casos fatais.
"Há que garantir um atendimento eficaz às vítimas que englobe uma atenção completa ao problema vivido pelas mulheres e pelas suas famílias e o apoio necessário para que reorganizem as suas vidas", defendeu Maria José Magalhães, referindo-se aos centros de atendimento que a UMAR gere e que disponibilizam apoio 24 horas por dia e 365 dias por ano. "Esses centros funcionam em regime de voluntariado e com as verbas que angariamos através da quotização das associadas", explicou.
A dirigente da UMAR defende um carácter mais profissional para os centros de atendimento, onde técnicos especializados ocupem os lugares agora preenchidos por voluntários. Para tanto, a UMAR necessita do apoio financeiro indispensável da Segurança Social.
A UMAR promove o ciclo de cinema "UMAR-te Assim Perdidamente", de 12 a 18 deste mês, sempre às 21 horas. Serão sete os filmes exibidos, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Haverá também palestras sobre a temática da violência doméstica.
A esquerda.net
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