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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira que a prisão do ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic é um "momento histórico para as vítimas", que permite ao TPII (Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia) se aproximar do cumprimento de seu mandato. A porta-voz da ONU, Michèle Montas, confirmou que o secretário da ONU felicita a Sérvia "por este passo decisivo rumo ao fim da impunidade dos acusados de cometer graves violações da lei internacional durante o conflito na antiga Iugoslávia".
"É um momento histórico para as vítimas, que esperaram treze anos para que o senhor Karadzic fosse levado à Justiça", disse a porta-voz. Karadzic, acusado de ter planejado crimes de guerra que incluem o pior massacre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), é um dos maiores fugitivos acusado de crimes de guerra. Ele é tido como o responsável pelos assassinatos em massa de quase 8.000 pessoas em um genocídio que o tribunal da ONU para crimes de guerra descreve como "cenas do inferno, escritas nas páginas mais negras da história humana". "Esta oportuna e importante detenção permitirá ao TPII se aproximar do cumprimento de seu mandato e de fazer Justiça sobre os graves crimes internacionais cometidos", apontou Ban Ki-moon. Fim da impunidade A porta-voz da ONU declarou que Ban se sente "encorajado" pela detenção de um dos fugitivos mais procurados pela Justiça internacional. "Pôr fim à impunidade é um elemento essencial para alcançar a paz e a Justiça na região, e embora este seja um marco muito importante, o trabalho do tribunal internacional não terminará até que todos os fugitivos sejam detidos e julgados", acrescentou. Radovan Karadzic, um dos supostos criminosos de guerra mais procurados pela Justiça internacional, foi detido nesta segunda-feira em uma operação realizada pelos serviços secretos da Sérvia. Acusado de organizar o massacre de 8.000 muçulmanos em Srebrenica, em 1995, entre outras atrocidades da Guerra da Bósnia, Karadzic liderou a lista dos mais procurados por mais de dez anos, supostamente recorrendo a disfarces elaborados para fugir das autoridades. Ele foi o líder político dos bósnios-sérvios durante a guerra entre 1992 e 1995 que sucedeu a secessão da Bósnia-Herzegovina da Iugoslávia --quando houve o massacre de Srebrenica e do cerco a Sarajavo. Formado psiquiatra, Karadzic, 63, se declarou presidente de uma república sérvio-bósnia quando a Bósnia-Herzegovina se separou da Iugoslávia, e foi visto em público pela última vez em 1996. Com Efe, France Presse e Associated Press da Folha Online
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