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O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, agrega "experiência" à sua campanha com a escolha do senador Joe Biden para concorrer à Vice-Presidência americana em sua chapa, afirmou hoje a imprensa. "Um veterano acrescenta experiência em assuntos mundiais", afirmou o jornal "The Washington Post" em seu editorial, um dia depois de Obama apresentar o senador por Delaware como seu companheiro de chapa.
Biden, de 65 anos, está há 35 no Senado, e "sua experiência pode acalmar aqueles que se preocupam com a pouca experiência de Obama em assuntos mundiais", acrescentou o editorial. Para o jornal "The New York Times", a escolha de Biden "fortalece as credenciais da chapa democrata em política externa e dá a Obama um candidato combativo quando se encaminha para a luta com o (candidato republicano à Casa Branca) senador John McCain". "Em Biden, Obama escolheu um senador conhecido por sua experiência em assuntos internacionais, mas também por sua destreza no combate político", acrescentou o "New York Times". Por sua parte, o jornal "The Boston Globe" destacou que, "se Obama pretende sanear a cultura política de Washington, escolheu como seu escudeiro uma eminência parda, não um rosto novo". "Comparado com Obama, que freqüentemente é descrito como calmo e emotivo, o senador Joe Biden é direto e despreocupado", acrescentou. O jornal "The Christian Science Monitor" comentou que "Obama diz que representa um novo tipo de política não partidária, mas fez uma escolha conservadora de companheiro de chapa". "Biden é, em muitos sentidos, o que Obama não é: tem experiência, é conhecedor de assuntos exteriores, e é católico", continuou o jornal. "Talvez, e isto é o mais importante, não seja temeroso. Com um histórico de classe trabalhadora e estilo combativo, Biden poderia resistir às tentativas do Partido Republicano de qualificar Obama de elitista", acrescenta. Ao optar por Biden, "Obama se expôs a duas críticas: a de que está compensando sua pouca experiência, como (o presidente dos EUA) George W. Bush fez quando escolheu Dick Cheney, e que a inclusão de Biden enfraquece o argumento de Obama segundo o qual a sabedoria é mais importante do que a experiência", disse o "Los Angeles Times". "É preciso dar crédito a Obama, porque não permitiu que estas objeções táticas o impedissem de escolher um companheiro impressionante", acrescentou. Quando um candidato presidencial escolhe seu companheiro de chapa, "deve se perguntar: É importante escolher alguém que me ajude a ganhar a eleição ou alguém que me traga benefícios se eu realmente ganhar?", destacou o jornal "Chicago Tribune". "Com sua escolha de Joe Biden, Obama sabiamente optou pelo último". "O fato de Obama ter escolhido Biden sugere que ele não se intimida com os colaboradores e conselheiros fortes e conhecedores que possam questionar seu pensamento e que assumam tarefas importantes", acrescentou. Uma análise do jornal "The Miami Herald" indicou que "Obama escolheu o certo em vez do duvidoso, e a experiência em lugar da mudança". "Biden mostrou imediatamente que está pronto para assumir o papel tradicional de combatente agressivo e descreveu McCain como um homem muito rico que não consegue entender os problemas do cidadão comum", disse o jornal. EFE
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