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Nesta terça-feira, ao menos 60 pessoas discursarão ao longo das seis horas de Convenção Nacional Democrata sobre o tema do dia "Renovando a Promessa Americana". Alguns personagens mais renomados dentro do partido, como a ex-pré-candidata Hillary Clinton e o ex-governador da Virgínia Mark Warner farão grandes discursos. Já os outros participantes, aponta reportagem da CNN, terão apenas quatro minutos ou menos para dizer sua mensagem aos milhares de partidários, eleitores e jornalistas presentes.
Segundo o cronograma divulgado pelos organizadores, na lista de pequenos participantes estão 40 políticos eleitos, incluindo dois prefeitos, 13 governadores, 14 membros da Casa dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados) e 11 senadores. Os outros cerca de 20 participantes são não-políticos, incluindo uma vítima de inundações e pessoas que recentemente perderam seus empregos ou vão ser demitidas diante da desaceleração econômica que prejudica empresas --depoimentos que devem trazer críticas diretas e indiretas ao atual governo de George W. Bush e reforçar o argumento democrata de que o republicano John McCain representará apenas uma continuidade da situação atual. A segunda noite da 45ª Convenção Nacional Democrata contará também com a presença de alguns republicanos que endossaram Barack Obama --um discreto, mas contundente ataque ao rival McCain. Entre eles, o prefeito de Fairbanks, Alasca, Jim Whitaker, que falará sobre economia, plano de saúde e educação. Outro republicano inclui um almirante da Marinha aposentado e uma enfermeira desempregada. A governadora de Michigan, Jennifer Granholm, coordenará um breve debate sobre economia, o principal tema das eleições deste ano. Para fazer a comparação entre Obama e o popular ex-presidente John F. Kennedy, a convenção convidou Ted Sorenson --um dos assessores mais próximos de Kennedy e seu redator de discursos. Na primeira noite, este papel coube a Caroline Kennedy, filha do ex-líder que disse ver em Obama a inspiração que as pessoas vêem em seu pai. Hillary Mesmo com dezenas de palestrantes, as atenções da noite estarão focadas em Hillary, que deve falar às 20h30 (23h30 em Brasília). A senadora por Nova york sobe ao palco da convenção com a missão de convencer seus mais fiéis eleitores a apoiarem Obama. Considerada por muito tempo a favorita para a Presidência, Hillary perdeu a nomeação após uma acirrada disputa com Obama. Agora, ela tem que deixar os ataques de lado por um objetivo maior: a união partidária. "Não há nenhuma dúvida de que está convenção é a convenção de Barack Obama", disse, nesta segunda-feira ao chegar em Denver, onde acontece a convenção até esta quinta-feira (28). No dia em que os EUA comemoram 88 anos do direito ao voto feminino, Hillary deve falar também da importância do papel da mulher na política americana e criticar as políticas de McCain para o tema. "Ele passou mais de 25 anos em Washington votando contra a liberdade das mulheres", disse Nancy Keenan, líder do grupo feminista pró-aborto legal Naral, que já declarou apoio a Obama. O discurso de Hillary nesta convenção deve marcar, acima de tudo, os esforços democratas nestes últimos três meses para mostrar que as brigas ficaram para trás. Folha Online/Agências
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