| USA: "New York Times" rejeita artigo de John McCain sobre Iraque |
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| Escrito por : Cfr. no fim da pág | |
| 22-Jul-2008 | |
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A campanha do provável candidato republicano John McCain afirmou que um artigo de opinião do senador sobre o Iraque foi rejeitado pelo jornal americano "The New York Times". O texto era uma réplica ao artigo publicado na semana passada pelo seu rival democrata, Barack Obama. O artigo intitulado "Meu plano para o Iraque" detalha a meta de Obama de retirar as tropas norte-americanas do Iraque em 16 meses, caso seja eleito no dia 4 de novembro. Já o artigo de McCain era, segundo o editor do jornal, David Shipley, uma crítica à posição de Obama, argumentando contra o estabelecimento de um calendário para a retirada das tropas americanas do Iraque. Em e-mail a campanha do senador, Shipley disse estar disposto a ler outra versão do texto. O jornal também divulgou um comunicado dizendo que é comum discutir diversas versões com os autores de artigos. "Nós já publicamos ao menos sete artigos opinativos editoriais do senador McCain desde 1996. O New York Times endossou o senador McCain como candidato republicano nas prévias presidenciais. Levamos suas opiniões a sério", disse uma nota da porta-voz do "NYT", Catherine Mathis. Shipley, citado por reportagem da rede de televisão CNN, sugeriu ainda que McCain adotasse o estilo de Obama, que "oferecia nova informação e, embora discutisse as propostas de McCain, também dava em detalhes seus planos [para o Iraque]". O editor, que foi o redator de discursos do ex-presidente Bill Clinton de 1995 a 1997, disse ainda que o artigo "deveria ter articulado, em termos concretos, como o senador McCain define a vitória". A campanha de McCain expressou desânimo sobre a decisão do "NYT" e sugeriu que o jornal recusou o artigo por discordar das políticas de McCain. Os republicanos têm defendido que McCain não recebe o mesmo tratamento que Obama na imprensa norte-americana. "John McCain acredita que a vitória no Iraque deve ser baseada nas condições locais, e não em cronogramas arbitrários. Diferentemente de Barack Obama, esta posição não irá mudar baseada em política ou nas exigências do New York Times", disse o porta-voz da campanha de McCain, Tucker Bounds. O "NYT" endossou McCain para a nomeação republicana em janeiro, logo após as primárias de janeiro. Artigo O artigo de McCain ressalta sua experiência como militar e em política externa. "Em oito visitas ao Iraque, eu ouvi muitas vezes de nossas tropas que o major general Jeffrey Hammond, comandante das forças de coalizão em Bagdá, recentemente disse que deixar o Iraque com um calendário estabelecido seria "muito perigoso"", escreveu McCain, ressaltando o fato de Obama estar no Iraque apenas pela segunda vez. Ele ressalta também o sucesso da invasão americana na redução da violência no Iraque e critica a oposição de Obama. "O progresso foi alcançado graças ao aumento das tropas e uma mudança em sua estratégia. Eu fui um defensor da coalizão desde o início, em uma época quando eu tinha poucos apoiadores em Washington. Senador Obama foi um oponente. "Eu não estou persuadido que 20 mil tropas adicionais no Iraque vão resolver a violência lá"", disse o republicano, citando uma fala de Obama de 10 de janeiro de 2007. O senador por Arizona questiona ainda o endosso do primeiro-ministro iraquiano à proposta de retirada de Obama. "Ele manipula a evidência. Ele faz parecer como se o primeiro-ministro [Nour al] Maliki endossou o prazo de Obama, quando tudo que ele disse é que ele gostaria de planejar uma eventual retirada das tropas dos EUA em algum ponto específico do futuro", escreveu McCain. Leia a íntegra do discurso, em inglês Com Reuters e Efe Marque como favorito Bookmark
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