Com McCain perdendo terreno nas pesquisas de opinião, um estratega da sua campanha foi citado como tendo dito que o candidato republicano precisa "virar a página" da questão económica e fazer a eleição girar em torno da experiência e do carácter de Obama.
Esse esforço começou no sábado, quando a candidata republicana a vice Sarah Palin acusou Obama de ligação com terroristas, uma referência ao facto de ele conhecer Bill Ayers, ex-membro do grupo militante da época da guerra do Vietname Weather Underground.
Obama respondeu num comício com mais de 20 mil pessoas em Asheville, Carolina do Norte, um Estado com oscilação em que o candidato democrata se prepara para o seu segundo debate com McCain, na terça-feira.
"O senador McCain e os seus assessores apostam que ele poderá desviar a sua atenção com calúnias, em lugar de falar com vocês sobre questões concretas", disse Obama. "Eles preferem tentar arrasar a nossa campanha que reerguer este país."
"Isso é o que você faz se está sem contacto (com a realidade), sem ideias e com o seu tempo a esgotar-se", disse Obama um mês antes da eleição de 4 de Novembro.
A melhoria de Obama nas pesquisas foi motivada pela percepção do público de que ele é quem tem melhores condições de ajudar a economia a se recuperar. O senador do Illinois tentou manter o foco na economia.
"Estamos a enfrentar a pior crise económica desde a Grande Depressão, e John McCain quer que 'viremos a página?'", disse ele em Asheville.
A campanha de Obama divulgou novo anúncio acusando McCain de ser errático nas duas últimas semanas de crise económica.
Angop