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Jorge Coelho, novo presidente executivo da Mota-Engil dá prioridade aos negócios em Angola |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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13-Jun-2008 |
A primeira viagem que o socialista Jorge Coelho fez como presidente executivo do grupo Mota-Engil foi a Angola, país onde o grupo construtor nacional já tem uma longa e forte presença e onde quer reforçar, nomeadamente nas áreas de negócio da energia, ambiente e serviços. Para apostar nestes sectores até criou recentemente uma parceria com o Banco Privado do Atlântico.
A deslocação de Jorge Coelho teve por objectivo não só explicar a nova estratégia da Mota-Engil até 2013, em particular para o mercado angolano, a várias entidades daquele país, mas também desenvolver negociações com o objectivo de fazer crescer aquelas áreas de negócio no âmbito da parceria, sectores que já deverão representar, em Angola, vários milhões de euros de volume de negócios para o grupo, adiantou a mesma fonte, não querendo precisar valores. O certo é que a Mota-Engil deverá realizar este ano um volume de negócios no mercado angolano da ordem dos 500 milhões de dólares.
Além de Angola, tal como foi anunciado no decurso da apresentação do plano estratégico, outra das prioridades é a entrada em dois novos mercados, a Ucrânia e a Índia.
Neste último mercado, a ideia de entrar com a Martifer, detida a 75% pelo grupo, na área das energias renováveis, aproveitando a parceria que esta empresa já tem com a indiana Suzlon.
Na América Latina, além do México e do Peru, a Mota-Engil tem como prioridade entrar no mercado brasileiro das concessões de auto-estradas, assegurou a mesma fonte.
A Argélia, onde a empresa esteve presente alguns anos, é que já não faz parte das rotas da Mota-Engil, que já decidiu deixar aquele mercado, onde não conseguiu ganhar obras.
Para o crescimento do grupo, que assenta sobretudo nos negócios internacionais, António Mota, seu chairman e maior accionista, assegurou ontem ao DN que não vai ser necessário vender a Martifer, empresa estratégica para assegurar os interesses da Mota-Engil no sector da energia.
Esta foi a resposta à nota de research do Millenium bcpi, divulgada na quarta-feira, que colocava a hipótese de o grupo liderado por António Mota precisar de dinheiro fresco para prosseguir o seu crescimento ou, em alternativa, de vender a participação que detinha na empresa que é líder ibérica no sector das estruturas metálicas e uma das que mais tem apostado em projectos de energias renováveis, em Portugal e no estrangeiro.
Aliás, ainda ontem, em comunicado enviado à CMVM, a Martifer anunciou mais um negócio fora do País. Vai construir e operar uma central eléctrica termo solar hídrica, composta por dois grupos iguais de 53 MW cada na Califórnia, nos Estados Unidos.
Os dois grupos da central serão detidos a 80% pela Martifer. Os restantes 20% pertencem à Clean Energy Ventures, parceiro local. A produção anual total esperada de 750 GWh de energia já tem venda assegurada à Pacific Gas and Electricity. A nova unidade deverá começar a operar em 2011.
Diário de Notícias Por: Ana Tomás Ribeiro
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