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Liderança de Angola na produção de petróleo pode atrair mais investimentos |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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13-Jun-2008 |
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A liderança de Angola na produção e exportação do crude a nível do continente poderá atrair mais investidores para o país. Em consequência disso, as receitas provenientes da actividade petrolífera devem ser cada vez mais aproveitadas para potenciar outros segmentos da economia nacional, segundo o economista Justino Pinto de Andrade.
O académico frisou ainda que o petróleo, por si só, não faz “milagres” e se for mal gerido, pode criar sérias distorções à economia, com reflexos negativos a médio e longo prazo.
Neste contexto, o também docente universitário lembrou que a ascensão de Angola acontece na sequência de um conjunto de situações menos boas que a Nigéria está a conhecer, sobretudo, com as acções de sabotagem levadas a cabo por militantes do Movimento para a Emancipação do Delta do Níger.
Para já, é uma situação conjuntural que pode ser ultrapassada, tão-logo os níveis de produção de petróleo da Nigéria voltem ao seu normal na medida em que a produção petrolífera daquele país já excedia os dois milhões de barris por dia, enquanto os actuais níveis de produção de Angola rondam os 1, 9 milhões de barris por dia.
Este facto, na sua óptica, não permite antever quaisquer reflexos na economia nacional, apenas pelo simples facto de ter superado a produção da Nigéria.
Segundo o economista, apesar do estado de graça que Angola alcançou no domínio petrolífero, deve continuar a fazer recurso ao financiamento externo para dar sequência ao processo de reconstrução do país.
“Boa saúde financeira não significa possuir, sempre, disponibilidade financeira para fazer face aos seus compromissos imediatos”, sustentou Justino Pinto de Andrade, para quem a revitalização do sector não extractivo pode, sim, ser impulsionada com o aumento das receitas do sector extractivo.
No seu ponto de vista, os estímulos para o sector não extractivo, devem passar pela criação das infra-estruturas, formação de pessoal , política de impostos, política comercial, entre outros.
Fazendo fé em estudos actuais, acredita que Angola ainda tem reservas capazes de sustentarem um aumento dos actuais níveis de produção.
Todavia, não se pode perder de vista que a exploração do petróleo em Angola está a ser realizada em zonas cada vez mais profundas, o que torna cada vez mais elevados os custos de produção.
Por outro lado, acrescentou que o Fundo de Fomento Empresarial, criado recentemente pelo Governo, não pode ser visto como “aquilo que faltava” para se relançar a actividade produtiva, mas apenas como um instrumento para o fomento da actividade empresarial.
“Há que possuir também os restantes requisitos, uns de ordem objectiva, outros de ordem subjectiva”. Podendo, por exemplo, haver dinheiro e, contudo, não haver capacidade de gestão. Justino de Andrade diz que é da conjugação dos recursos com a capacidade de gestão que se ganha competitividade e neste mundo cada vez mais globalizado, a capacidade competitiva é fundamental para a sobrevivência das empresas. A subida anunciada do país na produção do crude em África, foi anunciada esta semana pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), da qual Angola é membro efectivo desde Janeiro de 2007.
Fonte:Jornal de Angola
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