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Sonangol dá estabilidade a banco privado português Millennium BCP, Carlos Santos Ferreira |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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15-Mai-2008 |
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A Sonangol tem a maior participação no capital do banco privado português Millennium BCP, anunciou ontem em Luanda o presidente do Conselho de Administração executiva daquela instituição bancária, Carlos Santos Ferreira.
Com 9.96%, a Sociedade Nacional de Combustíveis (Sonangol) juntou-se à posição ocupada pela Eureko (mutual holandesa), como um dos sócios com maior participação no capital da maior instituição bancária portuguesa privada.
Carlos Santos Ferreira foi ontem ao Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, assegurar ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que o investimento feito pela Sonangol no Millennium BCP, em Portugal, foi relevante para a estabilidade do banco.
O bancário luso anunciou, entretanto, que a Sonangol está a negociar com o Banco Privado Atlântico (BPA) uma parceria em Angola. Caso seja exitosa, a Sonangol e o Banco Privado Atlântico, de acordo com Carlos Santos Ferreira, assumem uma parte do capital do Millennium Angola.
Carlos Santos Ferreira afirmou que o entendimento a ser encontrado nos próximos dias entre a Sonangol e o BPA há uma participação do Millennium BCP, embora muito reduzida. A Sonangol e o BPA, um banco que tem como principal accionista a sociedade nacional de combustíveis, vão entrar no capital do Millennium Angola com 49,9% do capital.
Acrescentou que em relação ao seu banco todos os accionistas têm votado por unanimidade planos estratégicos no que diz respeito ao investimento em Angola. O bancário respondia assim à questão sobre se a dinâmica que o Millennium BCP pretende imprimir em Angola não chocava com certas questões levantadas recentemente em Portugal, onde um banco (embora se tenha posteriormente demarcado da posição tomada por um conferencista) promoveu uma tertúlia em que foi posta em causa a governação em Angola.
Carlos Santos anunciou que a sua administração privilegia o nível de relações iniciadas pelo conselho de administração anterior, liderada por Paulo Teixeira Pinto. O BCP decidiu, ainda com Paulo Teixeira Pinto na presidência, alargar a sua intervenção em Angola, tendo transformado a sua sucursal num banco de direito local, depois de definir o país como uma prioridade da estratégia de internacionalização do BCP.
Em relação às oportunidades de negócio que Angola oferece ao investidor estrangeiro, Carlos Santos disse que a sua administração encontrou em Angola confiança para os seus investimentos.
Fonte:JA
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