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A UNITA tem esperança nas presidenciais após o terramoto legislativo, por David Borges |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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29-Set-2008 |
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A UNITA (União Nacional pela Independência Total de Angola) parecia ter futuro, em Setembro de 1992, quando Jonas Savimbi forçava José Eduardo dos Santos a uma segunda volta nas eleições presidenciais e o partido ficava a menos de dez por cento do vencedor MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).
Dezasseis anos depois, o partido consegue pouco mais de 10% dos votos nas legislativas e vê o adversário MPLA ultrapassar os 80%. A formação recolhe, no plano nacional, quase metade dos votos que o MPLA conquistou só em Luanda e perde 54 lugares no parlamento. A UNITA olha com poucas ilusões para as eleições presidenciais do próximo ano e teme pelo seu futuro.
Marcada pelo peso da longa guerra e pela personalidade do seu criador - o próprio líder Isaías Samakuva reconhece que "não é fácil herdar a liderança de Savimbi" -, a UNITA depara-se com espaço de manobra muito reduzido e uma grave insuficiência de meios. Problemas que a redução do número de deputados vai ainda acentuar, obrigando o partido a ter agora de lutar seriamente pela sua sobrevivência.
Na discussão dos resultados eleitorais, o Comité Permanente da Comissão Política considerou que embora com "uma representação menor, aumentaram a legitimidade e a importância da UNITA no espaço político angolano". Mas a verdade é que foi o próprio Samakuva quem definiu como objectivo mínimo o alargamento do número de 70 deputados na Assembleia Nacional".
Samakuva, procurando aligeirar a derrota e animar as hostes, afirmou que "não está em causa a direcção da UNITA, mas sim a subversão do processo democrático e a manipulação da vontade popular". Assim, o dirigente atribuiu só 20% do insucesso às "debilidades" dentro do partido e espalhando os restantes 80% pelo conjunto de factores que reflectiram a influência do Estado (governado pelo MPLA) no processo eleitoral e pelos "vícios processuais e irregularidades" verificadas durante as eleições.
O partido voltou a manifestar confiança na sua direcção, mas outra coisa não era de esperar com eleições presidenciais previstas para o próximo ano. Só depois delas, e face aos resultados, estará o futuro da UNITA verdadeiramente em discussão. Se Samakuva, num inesperado milagre de contraste com o que agora se passou, conseguir um resultado interessante no duelo com José Eduardo dos Santos, poderá sobreviver, talvez, ao congresso de 2011, para, no ano seguinte se avaliar, em definitivo, o peso real do partido na luta política angolana.
Mas uma derrota presidencial tão pesada como a das legislativas, cortará o caminho a Samakuva e levará o partido para uma convulsão interna grave. Tal trará resultados imprevisíveis face ao risco latente de uma fragmentação que tem também que ver com a incompatibilidade das várias lideranças possíveis, com Abel Chivukuvuku e Lukamba Gato na primeira linha. Dificilmente o que restar de uma elite bem preparada e que dava à UNITA um lastro interessante em 1992 aceitará esse percurso da fragmentação e da irrelevância.
fnt/Diário de Notícias (David Borges)
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O que a direccao da Unita deve fazer , primeiro e lutar pela sobrevivencia e reconquistar o Povo e modernizar, fazer entender o Povo que a Unita nao e um partido tribal com accoes concretas, e passar a mensagem que gracas a Unita, temos DEMOCRACIA em Angola , senao Angola seria como Cuba Trincheira Firme do Comunismo em Africa.
Enfim a Unita vai ter que trabalhar muito e tambem rezar a Deus para reconquistar o seu lugar na politica de Angola e para recompesar o tempo que lutou para o bem desse povo, nao so para fortalecer a propria Democracia.Estamos num pais de Partido Unico.Nao diversidade de opinioes e mau para a Democracia.