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O Zimbabwe a África e a estabilidade |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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02-Abr-2008 |
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Milhões de zimbabweanos foram às urnas sábado último para participar nas eleições presidenciais, legislativas e autárquicas, que têm merecido, não só a atenção dos países africanos, mas doutros Estados do mundo, pelas mais diversas razões.
O Zimbabwe constitui um país que tem ultimamente estado no centro das atenções do Ocidente que , por via da União Europeia e dos Estados Unidos da América, se opõe a Robert Mugabe, candidato a um quarto mandato presidencial.
Sejam quais forem os problemas que o Ocidente tenha com Robert Mugabe e com a sua governação, os africanos têm esperanças de que as eleições no Zimbabwe venham a criar um clima que possibilite uma maior estabilidade num país que já foi uma grande referência em termos de desenvolvimento económico na região Austral de África.
Ao que parece , os candidatos ao pleito eleitoral no Zimbabwe estão a encarar as eleições com sentido de responsabilidade, com Mugabe, de 84 anos de idade, a dar um bom exemplo, ao afirmar à imprensa que estava preparado para aceitar os resultados das eleições, quaisquer que eles fossem.
Os africanos não querem naturalmente que se repitam no Zimbabwe situações idênticas às que ocorreram no Quénia, onde um conflito entre militantes do partido no poder e da oposição provocou milhares de mortes e o caos em muitas localidades.
O que se pretende é que a África enverede por processos de democratização que venham a criar no continente condições para que possamos trabalhar no sentido de termos permanente estabilidade política, com instituições a funcionar, pois só num clima de paz é possível aos governos africanos dar aos seus povos o que é necessário para estes viverem com dignidade.
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