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Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

O regime angolano pode, sim, e deve ilegalizar a Frente para a Democracia (FpD), por Nelo de Carvalh Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
05-Jul-2008

Não sabia que o FpD era tido como o partido dos intelectuais, surprendeu-me  esse tipo de insinuação pretenciosa e petulante, vindo de alguns de seus militantes e admiradores. Esses últimos carente de todo tipo de referências , para não dizer os primeiros tidos como revolucionários e esquerdista dessa  nova ordem que  Angola  agora sustenta.  Muitos até proclamam-se como a nova força de intelectuais que defendem os oprimidos  angolanos do regime burguês e democrático (angolano) em que nos  encontramos.

Minha resposta a isso é uma gragalhada. Não sabia que na nossa democracia existiam  tantas crianças e adolescentes brincando de revolucionários e intelectuais. É bom mesmo, porque quando crescerem saberão a diferença entre fazer revolução e ser um bando de chatos como é ou são os dirigentes e até militantes do FpD.

Ninguém ignora que o FpD é a típica militância ou pelo menos  as  sobras,  que "antigamente",   militou dentro do  MPLA, e que pelo fato de combaterem ou pertencerem as mesmas fileiras (do MPLA)  acreditavam que tudo tinham direito. O FpD é a típica entidade produto de um fracasso, o fracasso do ambicioso e  do oportunista, que o MPLA vitoriosamente  tem conseguido, deliberadamente ou não, expulsar de suas fileiras.

O FpD é o intelectualismo na sua versão mais chata  e infantil, com propostas redundantes e repetitivas. E por que não dizer mesmo: imitadoras  e sem nenhum tipo de iniciativas.

O FpD é, resumidamente, uma versão fingida da falsidade ideologica que tanto abunda na nossa política(Angola), nessa nova era, onde a desgraça dos angolanos e o azar, contam, infelizmente, com a quadrilha  e a laia de políticos que compõem a oposição angolana. O FpD em nada se diferencia do bando de palhaços metidos à políticos que existem por aí. Preparados igualmente para procederem ao estilo moderno, e até clássico: de que quem está lá deve estar preparado para roubar, mentir e enganar quem está aqui em baixo.

Como dizia o meu amigo, Dino Cassulo, também velho militante do MPLA, mas longe de abandonar seus princípios. E que conhece bem a essa turma de cima   a que esse artigo vem criticando. Vamos ler o que o Dino diz: “Os candidatos à deputados das formações políticas são escolhidos pela sua militância demonstrada ao longo dos anos, pelo seu dinamismo, porque são eles que vão defender os programas de governação e fiscalizar o governo. Sendo assim os partidos escolhem geralmente os melhores quadros para aí os representar. “

A primeira vista, nesse dizer do Dino, parece não estar refletido nada daquilo que estamos alegando aqui. Está sim, Vejamos: a militância demostrada  é sabidamente por todos um produto necessário e até “suficiente” para se angariar militantes e adeptos que possam fazer parte de um determinado partido.

Se a militância do FpD não teve nem competência de recolher 500 assinaturas em cada uma das províncias, isso não pode ser visto como culpa do regime. O regime em Angola é um regime democratico, sim, e a prova disso é que o FpD existe como um partido político que vive se queixando de tudo, até da sua incompetência. É um regime democratico de direito, sim, nascente, mas é. E deve e vai fazer cumprir a lei. E a lei diz: quem não tiver mais de 500 militantes em cada uma das províncias e quinze mil militantes no mínimo em suas fileiras não poderá  concorrer as eleições e com agravante de ser declarado pelo Tribunal Constituicional um partido ilegal  ou inexistente.

Como agora o FpD acha que esse tipo de coisa deveria ser feita( melhorar sua militância)? Como um simples comando a ser executado e que sua resposta deve ser instantânea? Muitos deles militaram no velho MPLA, aprenderam e sabem o que significa uma boa  militância. É algo que se exige sacrifício, e o FpD  deveria recordar-se disso, já que militância e esquerdismo é parte do intelectualismo de que eles professam ser.

Ao FpD devemos dizer que se o objetivo é alternar o MPLA por algo de esquerda e declaradamente progressista não podemos partir construindo nossos princípios, nossa obra, usando a mentira como instrumento de edificação. É feio, para quem, antigamente, até destacou-se como um bom militante do MPLA. O povo angolano não precisa disso: chega de mentirosos  e aventureiros.


Fonte:
www.a-patria.net / Nelo de Carvalho

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