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O lingüista e ativista político americano Noam Chomsky prevê que os democratas obterão maioria no Senado e no Congresso sob a liderança de Barack Obama nas eleições do dia 4 de novembro, mas que o republicano John McCain vencerá as eleições presidenciais. São duas as razões que, na opinião de Chomsky, impedirão, com toda probabilidade, que o candidato democrata seja proclamado o primeiro presidente negro da história dos EUA: o racismo que subsiste na sociedade americana, sobretudo no sul do país, e a falta de escrúpulos dos republicanos na hora de desqualificarem seus rivais.
| Charles Dharapak/AP |  | O candidato democrata Barack Obama durante discurso em Washington | "O Partido Republicano, que tem uma vertente realmente fascista, conta com uma formidável máquina de difamação e vilipendio que ainda não foi colocada em ação contra Obama, mas que sem dúvida será usada", declarou Chomsky à agência Efe por telefone. Chomsky fez menção à campanha de 2004, entre o atual presidente, George W. Bush, e o democrata John Kerry, para apoiar seu argumento: "Um dos candidatos [disse em referência a Kerry] lutou no Vietnã, em uma das frentes mais difíceis e sangrentas. O outro [em referência a Bush] usou suas conexões para evitar o serviço militar". "Pois bem, a máquina difamatória republicana conseguiu inverter os termos e o herói de guerra acabou se tornando um traidor, enquanto aquele que o papai ajudou a se livrar da guerra se tornou em um patriota americano", declarou. Além disso, Chomsky chamou de "alarmantes" as pesquisas que revelam que "uma alta percentagem de democratas afirmam que não votariam em um candidato negro". "O racismo está enraizado de forma muito profunda nos EUA", disse ao afirmar que as primárias não refletem necessariamente o voto popular e que, além disso, no dia das eleições apenas 50% do eleitorado vai às urnas, o que faz com que a vitória de Obama nas primárias não lhe garanta o voto democrata em bloco.
da Efe, em Madri
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