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Uma marca chamada Obama, R. Miguel Coelho |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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16-Abr-2008 |
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No trabalho que desenvolvo enquanto “Personal Brand Strategist” uma das mensagens principais (e aquela que causa mais desconforto a quem não está tão ligado ao Marketing e às marcas…) que tento deixar aos grupos de executivos que comigo desenvolvem a sua Marca Pessoal é que, de facto, cada um de nós pode ser visto à luz de uma estratégia de marca.
Tenho o enorme defeito de ter uma não menos enorme paixão pelo Marketing pelo que esta analogia me parece simples e fácil de fazer. Cada um de nós pode (e deve) ter um “target” (um público-alvo, se preferirem…), uma estratégia de segmentação, um posicionamento, uma lógica de diferenciação… e um Plano Integrado de Comunicação. Mesmo que não seja plenamente assumido e exteriorizado pode ser o eixo condutor de uma carreira de sucesso. Parece óbvio, não é?
Bom, nem tanto… não é assim tão óbvio. A maior parte de nós vê as marcas como algo demasiado comercial e apenas com um conjunto mais ou menos bem conseguido que inclui normalmente um logótipo, um “lettering” e alguma componente de criatividade à mistura. Na verdade ninguém se imagina uma marca de sabonetes ou uma cadeia de “fast-food”… nem essa pode ser a ideia. Mas é uma ideia recorrente.
Tony Hawk, o “skater” profissional mais carismático e mais bem pago de todos os tempos, também teve dificuldade em se ver com uma marca de pleno direito: “No início não pensei em mim como uma marca… Penso que o mais importante é pensar que, sempre que faço alguma coisa que envolva a minha imagem ou o meu nome, tenho que manter autêntico quanto ao skate. É isso que me define!” Para muita gente Tony Hawk é skate e skate é Tony Hawk. A mesma analogia se pode fazer com Tiger Woods em relação ao golfe.
Uma marca é essencialmente uma promessa de valor. E essa promessa de valor é precisamente o que nos pode definir também enquanto marcas pessoais. O último número da revista “Fast Company” com um perfil de marca Barack Obama vem precisamente ajudar a esta minha causa. Ao utilizar esta comparação feliz entre o percurso do político norte-americano, o seu posicionamento e os valores “de marca” que construiu, a jornalista responsável pelo artigo Ellen McGirt fez um excelente trabalho com uma figura pública nesta ligação consciente às marcas e na forma como Obama se tornou numa marca de valor mundial. Uma edição a não perder.
Notas:
1. Na construção do seu perfil de marca procure inspiração nas palavras de Keith Reinhard, Presidente honorário do grupo mundial de Marketing DDB Worldwide: “Obama representa três coisas que se querem numa marca – É Diferente, é Novo e é Atractivo…”
2. Mesmo que não goste lá muito da lógica das marcas procure perceber como é que as suas marcas favoritas (tem certamente algumas…) ganharam a sua simpatia e admiração. O que é que fizeram de diferente ou de melhor em relação às outras? Provavelmente as suas marcas eleitas reflectem alguns dos seus valores também…
3. Num mundo cada vez mais influenciado pelas Social Networks, pela internet e pela comunicação “online” não se esqueça que a sua marca pessoal deve estar actualizada para uma versão 2.0… tudo o que seja abaixo disso já não atrai.
Professor de Marketing – Pós-Graduações do Instituto Superior de Gestão
www.ruimiguelcoelho.com /
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