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A Constituição da República de não é o último documento na estrutura estadual, Marcolino Moco |
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Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
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13-Out-2008 |
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O jurista Marcolino Moco defendeu quinta-feira última, em Luanda, que nos dias que correm não se pode dizer que a Constituição é o último documento na estrutura estadual, porque há valores mais altos que ultrapassam a soberania e a Constituição dos Estados.
Marcolino Moco fez estas declarações no acto de lançamento da sua obra “Estudos Jurídicos” que teve lugar na Editoria Chá de Caxinde.
Dentre os valores referidos destacam-se a paz e a segurança internacional, por um lado, e por outro, a paz e a segurança interna de cada país.
Segundo o ex-primeiro-ministro, a abordagem do Direito Constitucional e do Direito Internacional Público de forma conjunta, permitiu-lhe chegar à conclusão de que “hoje por hoje já não há uma grande separação entre a Constituição e o Direito Internacional, sobretudo nas matérias relativas à defesa dos direitos humanos e à preservação da paz e da segurança internacionais”.
“Ninguém pode invocar a soberania para pisotear o direito à paz e à segurança dos cidadãos. Ninguém pode invocar a soberania e a Constituição para pisotear, por exemplo, os direitos humanos, que são, no fundo, os direitos fundamentais”, disse.
Hoje em dia, a maioria das constituições, de acordo com o autor, defendem formalmente isso, mas materialmente nem sempre isto acontece, acrescentando que os advogados quando defenderem cidadãos cujos direitos forem lesados devem ter isto em conta.
A obra, dividida em dois volumes, aborda temas de maior importância, no estrito plano teórico, pelas implicações na realidade constitucional, social e política de Angola.
O primeiro volume foi apresentado pela vice-presidente jubilada do Tribunal Supremo, Maria do Carmo Medina. Esta parte da obra refere-se ao Direito Administrativo e à Metodologia Jurídica, com destaque para um estudo da actuação do Tribunal Supremo.
O segundo volume, que aborda sobre conceito da Constituição, a Constituição e globalização e os direitos do homem, foi apresentado pelo decano da faculdade de Direito da Universidade Católica de Angola, Adérito Correia.
A obra de Marcolino Moco enquadra-se no âmbito de um mestrado em ciências jurídico-políticas, em que o Direito Administrativo, Direito Constitucional e Internacional Público são algumas matérias abordadas. Participaram na cerimónia várias individualidades entre elas políticos, juristas, e estudantes universitários.
Fonte:Jornal de Angola
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