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Portugal e Angola vão começar a trabalhar na possibilidade de um acordo de supressão de vistos por 90 dias, no âmbito da Comissão Bilateral que hoje foi anunciada durante a visita do primeiro-ministro português a Angola.
Portugal e Angola vão começar a trabalhar na possibilidade de um acordo de supressão de vistos por 90 dias, no âmbito da Comissão Bilateral que hoje foi anunciada durante a visita do primeiro-ministro português a Angola. Em declarações à Agência Lusa, o secretário de Estado dos negócios Estrangeiros e da Cooperação português (SENEC), João Gomes Cravinho, sublinhou que o melhor resultado que pode sair do trabalho desta comissão é Portugal conseguir "convencer os seus parceiros europeus que Angola merece um tratamento igual àquele que já existe para outros países, nomeadamente o Brasil". Gomes Cravinho realçou também que a questão dos vistos "não vai acabar de um dia para o outro", mostrando-se esperançado que os resultados possam surgir "nas estatísticas das concessões de vistos" entre os dois países à medida que o tempo vá passando. O SENEC luso referiu também que a vontade da parte portuguesa é "atingir esse tipo de paridade na concessão de vistos" entre Portugal e Angola. Lembrou ainda que a questão dos vistos, nomeadamente os de trabalho, é o problema mais destacado pelos empresários portugueses em Angola, onde se fala em dificuldades. Hoje de manhã, após o encontro com o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, o primeiro-ministro português, José Sócrates, anunciou a criação de uma comissão mista de avaliação dos vistos para "agilizar e melhorar" o processo de emissão. Em Janeiro passado, muitos portugueses que trabalham em Angola e estiveram em Portugal a passar o Natal tiveram dificuldade na renovação dos vistos para regressar a Luanda. Queixas de muita demora na entrega dos vistos e de demasiada burocracia foram constantes nesse mês. Em causa esteve a nova Lei da Imigração angolana, que entrou em vigor no início do ano e introduziu novas regras para obtenção de vistos. Da nova regulamentação destaca-se a obrigatoriedade de serem os requerentes a tratar presencialmente de toda a documentação (a maioria enviava intermediários) e a autenticação da carta convite (necessária para se trabalhar em Angola) que, no caso de uma empresa, tem de ser "devidamente assinada e carimbada em papel timbrado" e, no caso de um particular, tem de ser reconhecida em notário. RB/JSD/HB/VM. Lusa/Fim
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