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Angola está a ser bem gerida, Alberto Chueca, representante do Banco Mundial |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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22-Ago-2008 |
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Angola, o maior país africano de língua portuguesa, “está a ser bem gerido”, segundo afirmou o economista Alberto Chueca, representante do Banco Mundial em Luanda, citado hoje pelo Jornal de Angola. Para ele, “é justo dizer-se que o país encontrou o caminho do crescimento”, apesar dos desafios “imensos” que ainda tem pela frente, “próprios de um país que sofreu uma guerra civil de quase trinta anos”.
Em 2007, Angola cresceu acima dos 20 por cento e, este ano, deve manter esse nível de crescimento ou mesmo subir, conforme previsões do Banco Mundial. O brasileiro Ricardo Gazel, igualmente funcionário do Banco Mundial, acha que o aumento da produção e a subida do preço do petróleo – principal produto do país – não explicam tudo. Angola, note-se, é considerado um caso de sucesso em termos de gestão macro-ecoonómica.
Entretanto, em 2009, o ritmo de crescimento de Angola deverá ser reduzido para 11 por cento, pois o país está prestes a atingir a quota de produção de petróleo acordada com a Opep, ou seja, dois milhões de barris por dia.
“Temos de retirar algum dramatismo à questão do crescimento económico”, afirmou o representante do Banco Mundial em Angola. Chueca sublinhou que “nenhuma economia pode continuar a dobrar o seu PIB a cada três anos”.
A representação do Banco Mundial vê “consequências positivas” no possível abrandamento do crescimento económico de Angola no próximo ano, pois, conforme avalia, isso pode “potenciar sectores mais intensivos em mão de obra, que vão criar mais empregos, melhorar a distribuição da renda e fazer com que os benefícios do petróleo possam ser distribuídos no resto do país”.
Gazel recordou que o governo angolano esteve envolvido no esforço de guerra até 2002 e vivia com dificuldades nos pagamentos, além da inflação, que chegou a estar nos três dígitos. “Pior seria difícil”, comenou ele, antes de concluir:
- “Não se pode esperar que a distribuição de renda mude substancialmente em seis anos. O que se pode esperar é um enfoque na redução da pobreza e na igualdade de oportunidades de emprego”.
Fonte:Revista África 21
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