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Antonio Bento Bembe, ex líder da FLEC Renovada, apoia o MPLA nas próximas eleições |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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17-Jul-2008 |
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O ex líder da FLEC Renovada e actual ministro sem pasta no Governo angolano, Antonio Bento Bembe, declarou em Luanda que a sua equipa apoiará o MPLA nas próximas eleições legislativas em Angola. Sem surpresa, António Bento Bembe, ministro sem pasta e presidente de uma facção Fórum Cabindês de Diálogo (FCD) anunciou na sua sede no bairro Palanca em Luanda que apoiará o MPLA nas próximas eleições legislativas angolanas previstas para 5 de Setembro. Bento Bembe considerou como «a opção mais acertada no momento» sem contudo dar pormenores das contrapartidas do seu apoio ao partido governamental.
Segundo os compromissos estabelecidos no memorando de entendimento, assinado entre a facção de Bento Bembe e o governo angolano a 1 de Agosto de 2006, após a extinção da FLEC Renovada, o FCD deverá se converter em partido politico angolano que, apesar das suas características legais nacionais, estaria vocacionado para o território de Cabinda como formação partidária satélite do MPLA. Fontes da PNN indicam que o FCD de Bento Bembe poderá também ser eventualmente absorvido pelo MPLA e os fiéis ao ex líder da FLEC Renovada se apresentarem como candidatos locais do partido governamental angolano, esta estratégia visaria ultrapassar as delicadas questões financeiras inerentes à constituição de um novo partido de vocação reginal a menos de dois meses das eleições.
Após a assinatura do memorando de entendimento, 1 de Agosto de 2006, e capitulação da FLEC Renovada, vários elementos que compunham o ex movimento nacionalista cabindes, tal como próximos de Bento Bembe, integraram postos em várias empresas públicas e assumiram altas patentes nas Forças Armadas de Angola (FAA), estas nomeações podem vir a ser revistas após as legislativas.
O MPLA, partido no poder em Angola desde a independência, quer evitar que se repita em Cabinda o fenómeno de abstenção massiva registado em 1992, durante as únicas eleições em cerca de 32 anos. (c) PNN Portuguese News Network
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