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O Partido de Renovação Social (PRS) apelou aos seus militantes para manterem a calma e a serenidade face ao mais recente pronunciamento do Tribunal Supremo, sobre o seu eventual afastamento das próximas eleições legislativas, anunciadas para Setembro próximo, devido à crise interna que atravessa há vários anos.
Num comunicado, o PRS reconhece a idoneidade do Tribunal Supremo como garante da administração da Justiça, mas admite que há procedimentos pouco claros por parte daquele órgão de soberania.
Na mesma situação estão também a FNLA e o PSD, que igualmente vivem situações de divisões internas há vários anos, sem perspectiva de solução nos próximos meses.
Contactado pela Voz da América, o líder do PRS, Eduardo Kwangana, disse que o seu partido ainda não foi notificado sobre o assunto, mas considera que não há razões para não participar nas eleições.
«Tudo o que sabemos em relação a isso foi pelos meios de comunicação social. Nós não fomos notificados oficialmente e aguardamos que o Tribunal o faça para que possamos anunciar aos nossos militantes com propriedade. O tribunal é idóneo e nós não estamos muito preocupados com isso, porque somos um partido legal. Eu sempre disse que não existe nenhuma divisão no seio do partido. Alguém foi expulso e este não pode utilizar o nome do partido, se quiser que funde o seu partido. Por isso não vejo razões de não participarmos nas eleições», reafirmou.
Mas para lá disso, o PRS enfrenta outros problemas que podem afectar seriamente a sua imagem. Eduardo Kwangana é acusado por alguns dos seus colaboradores de gerir o partido como propriedade sua. Os seus adversários internos acusam-no de nepotismo, sustentando que grande parte dos cargos de direcção são exercidos por familiares directos e amigos seus, e alguns movimentos bancários são feitos sem o conhecimento do secretário-geral.
Mas o líder do PRS minimizou a questão, afirmando que trata-se de acusações gratuitas que visam atingir simplesmente a sua imagem. Referiu que os seus familiares que integram as estruturas de direcção do partido foram eleitos normalmente e alguns dos quais estiveram na base da fundação do partido.
«Tenho familiares sim e alguns deles estiveram na base da fundação do partido. Eles são militantes do partido e foram eleitos nas diferentes estruturas do partido como outros militantes quaisquer. O partido reconhece neles capacidade e foram eleitos. Eles não foram nomeados, mas sim eleitos sob proposta dos líderes de base ou intermédios, porque merecem a confiança do partido», enfatizou.
Criado em 1990, logo após a abertura política em Angola, o Partido de Renovação Social tem cinco lugares no Parlamento, o que lhe tem valido uma intervenção razoável na Assembleia Nacional.
31 Mar 2008
Fonte:VOA
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