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Os partidos políticos ainda não foram notificados sobre a alocação das verbas para custear a campanha eleitoral, acto que estava dependente da aprovação da lista final dos concorrentes às próximas eleições legislativas de cinco de Setembro.
O secretário-geral da Frente para a Democracia, Luís Nascimento, manifestou em relação a esta matéria alguns receios de que nestas eleições venha a acontecer o que se passou em 1992, quando partidos e candidatos às eleições presidenciais só tiveram acesso aos fundos depois do escrutínio ter terminado.Os seus receios aumentam desta vez quando toma conhecimento de que as verbas deverão ser geridas por gestores extra-partidos políticos. «Nós temos algumas dúvidas não só para quando é que vai haver esse financiamento, mas também vamos ver se os partidos vão ter possibilidade de gerir esse mesmo financiamento na medida em que já estamos a ouvir falar em administrador das contas e esperamos que não sejam mais agentes burocráticos que vão complicar ainda mais a gestão, pelos partidos, desses fundos.» O político disse não ter certeza, mas argumentou que deste poder pode-se contar com tudo, esperando, entretanto, que haja o bom senso de não se criarem obstáculos que comprometem a justeza do processo eleitoral. Luís Nascimento admitiu que embora os partidos possam ter outras fontes de financiamento como as quotas e ofertas de amigos, fica-se muito distante de se resolver os problemas logísticos que uma empreitada do género implica. «Não atiramos a toalha ao tapete mas as condições de participação na eleições em relação ao partido da situação são muito limitadas.» A falta de desbloqueamento das verbas vai dificultar a aquisição de meios de propaganda e o dirigente da FpD vai aproveitar ao máximo o trabalho através da rádio e da televisão, numa altura em que a influencia do partido no poder pode vir a ser reduzida pelo menos durante o período de campanha. VOA
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