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"Em cada situação de desafio há oportunidades", considera Abel Chivukuvuku |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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06-Out-2008 |
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Fora do hemiciclo nesta legislatura, o quadro sénior da UNITA, Abel Chivukuvuku, é um homem optimista quanto ao seu futuro político.
Depois de mais de uma década no Parlamento, o político não se considera votado ao desemprego ou ao abandono.
É um desafio, no qual almeja novas oportunidades políticas e profissionais.
O carismático dirigente do “ Galo Negro” adiantou possuir um vasto “leque de opções e outros voos” que, no entanto, evitou revelar.
“Em cada situação de desafio há oportunidades. O importante é saber valorizar as oportunidades para continuarmos a servir os angolanos com verdade, com coragem, mas sobretudo com firmeza e dignidade” – sublinhou Chivukuvuku à Rádio Ecclésia.
Instado a comentar a derrota do seu Partido nas eleições legislativas de 5 de Setembro último, sugeriu a parábola do médico e do doente, defendendo assim um diagnóstico sério ao recente descalabro eleitoral.
Assumir responsabilidade
“O Processo de avaliação leva tempo. O importante é as elites políticas assumirem responsabilidade dos processos históricos, seguir a parábola do médico e do doente. Diagnósticos realista e não ilusório, em que nos aldrabarmo-nos a nós próprios. O que levou a esta derrota? Factor do contexto. O país que temos haverá de se enganar a si próprio. Haveria factor de condução do processo eleitoral sem lisura e coisas internas nossas e é preciso dar a prescrição adequada” – sugere Chivukuvuku.
Sobre a vitória esmagadora do MPLA, considera que é «é um desequilíbrio excessivo para uma democracia saudável”.
Mas – continuou – “o povo é soberano, se esta foi a decisão legítima dos angolanos, temos que recomeçar a aceitar. É preciso que cada partido tenha a capacidade, os que ganharam assumirem a responsabilidade, e isto implica procurar corresponder aos anseios das populações, os que perderam tirarem as lições”.
FNT/Rádio Ecclésia / Apostolado
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