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A juventude angolana tem nova embaixadora junto da Assembleia Welwitchia “Tchizé” dos Santos colocou na agenda das suas prioridades, nas primeiras declarações como deputada, os problemas que os jovens angolanos enfrentam. E o desafio que assume para o mandato de quatro anos naquele órgão legislativo é o de apresentar propostas, visando resolver esses problemas. Em declarações ao Novo Jornal, após o acto de tomada de posse dos deputados, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, a legisladora caracterizou os alvos da sua acção numa frase que define algumas áreas de intervenção: “São jovens como eu, muitos dos quais não têm emprego, habitação e necessitam de melhorar as suas condições sociais”. Pensa ainda contribuir com ideias e actos para reduzir a pobreza e os índices de SIDA entre os jovens. Tchizé, uma das mais novas deputadas eleitas pelo MPLA nas legislativas de 5 de Setembro, adiantou que, apesar da sua falta de experiência, vai empenharse nos trabalhos do Parlamento para “fundamentalmente ajudar a solucionar os inúmeros problemas que afectam os jovens”.
À questão sobre como vai conciliar o trabalho de deputada com o de gestora, informou que nomeará alguém para gerir os seus negócios para que possa dedicar-se a tempo integral à Assembleia Nacional. “Vou dedicar-me a tempo inteiro à assembleia. Se os negócios estiverem a ser mal geridos, vou pedir suspensão do meu mandato para corrigir o que eventualmente estiver errado”. Formada em comunicação social, Tchizé dos Santos tem negócios no ramo da comunicação, estando uma sua empresa, a “West Side Investiment”, a gerir o canal 2 da Televisão Pública de Angola (TPA). Filha do Presidente da República, Welwitchia disse não ter ainda a certeza se vai fazer carreira política. “Eu nem sequer havia pensado em ser deputada, aceitei um convite do meu partido, o MPLA, e aqui estou. Vou fazer tudo para não defraudar aqueles que em mim depositaram a sua confiança, mas fazer carreira política... não, ainda não sei”, expressou. Quanto aos 40% de lugares no Parlamento ocupados por mulheres, considerou: “É uma conquista nossa e de muitas outras que teremos de conseguir.” Para a jovem deputada, as mulheres já demonstraram ao longo dos tempos que podem fazer tudo o que o homem faz. “É necessário e urgente acabar com a discriminação sexual na nossa sociedade, nós não somos inferiores aos homens”, evidenciou. FNT/Novo Jornal/ P.M.
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