|
Ex-soldados da Flec reclamam pagamento de pensões de reforma, MultiPress |
|
|
|
Escrito por : Cfr. no fim da pág
|
|
11-Mar-2008 |
|
Uma onda de contestação e de reivindicação parece reinar no Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) de António Bento Bembe que há três anos assinou um acordo de paz e reconciliação para a província de Cabinda com as autoridades angolanas.
Na sequência deste mau ambiente encontram algumas reivindicações e descontentamentos apresentadas ao Governo por um grupo de oficiais e militares reformados â luz do memorando de entendimento para a paz e reconciliação para o enclave de Cabinda, que reivindica o estabelecimento de um programa de pensões e residências para os ex-guerrilheiros da FLEC e de outras forças sob o comando do FCD, tal como se acordou na véspera dos acordos.
A intitulada Comissão Militar e oficiais das Forças Armadas Angolanas integrada por oficiais generais, superiores, subalternos, sargentos e praças, licenciados à reforma desde Janeiro de 2007, enviou já para o governador provincial, José Aníbal Rocha, com o conhecimento do chefe do Estado Maior das FAA e do ministro sem pasta e presidente do FCD, António Bento Bembe, uma petição onde relatam o drama que têm passado desde a sua incorporação até à reforma nas FAA, alegando por outro lado que desde a sua integração nas forças governamentais nunca sofreram um aumento de cargos, para além de muitos deles permanecerem ainda sem patentes.
Os ex-guerrilheiros da resistência agora pertencentes ao movimento de Bento Bembe reivindicam tratamento igual e garantias semelhantes em subsídios de reforma tal como se aplicam aos reformados do exército angolano.
«Para além de sermos oficiais superiores, somos mais velhos e merecemos um tratamento condigno», afirmam ainda os peticionários.
Os signatários da petição consideram de contraditório o balanço positivo feito pelo ministro sem pasta, sobre a implementação do memorando de paz, quando na prática a realidade é totalmente diferente e qualificam de dramática e desumana a sua condição de vida ao ponto de reiterarem as autoridades que sejam retornados nas zonas onde foram recrutados, não para reganharem a resistência mas por ser o meio que melhor garante a sua subsistência através da actividade de caça.
Alegam que não estão a receber um tratamento condigno conforme prometido na altura da assinatura dos acordos.
Fonte:MultiPress
|