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"Expulsos" realizam conferência nacional no PRS entre eles Justino Saizumbo |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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27-Jun-2008 |
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A comissão de reunificação, expulsa por Eduardo Kuangana, desencadeou o que chamam de «plano B» da estratégia de juntar os retalhos da manta em que se converteu o partido e realiza, a partir de amanhã, em Luanda, uma conferência nacional para eleger uma nova direcção que vai conduzir o partido até às próximas eleições legislativas.
Justino Saizumbo, um dos integrantes da comissão de reunificação, disse à Voz da América que este plano justificava-se pelo conhecimento do perfil psicológico de Eduardo Kuangana, de quem adivinharam já a sua teimosia em aceitar a proposta de reunificação passados nove anos.
Além disso, Saizumbo adiantou que o processo de reunificação foi encetado com o concurso de entidades religiosas, da sociedade civil e jornalistas que procuraram demover Kuangana da sua postura rígida em relação ao processo que estava em curso.
«Tendo em conta que o senhor Eduardo Kuangana é a única pessoa que não aceita; a outra parte que nós contactamos liderada pelo senhor António Muachicungo, os parlamentares do PRS concordaram, os militantes pressionaram que nós não poderíamos desistir e, por esta razão, vamos realizar a conferência nacional para eleger uma direcção que vai conduzir o partido ate as próximas eleições».
Justino Saizumbo, que esclareceu que não se tratar de uma repetição do que Kuangana fez com a comissão de reunificação, porquanto o objectivo desta é apenas juntar o partido, acrescentou ainda que «o líder do PRS pretende apenas ser presidente do partido. Quando você diz que o partido só pode estar comigo, se vai às eleições ou não pouco me interessa, isso já não está correcto».
Entretanto, nas circunstâncias do «plano B» está devidamente garantida a participação do actual presidente, que poderá concorrer à própria sucessão, e todos outros que manifestem esta pretensão desde que esta vontade esteja de acordo com as normas estatutárias.
«Nós estamos a apelar que se o senhor Eduardo Kuangana repensar devidamente, ele conhece-nos, sabe onde estamos, onde trabalhámos e pode ligar para nós e dizer que está interessado e vai participar. Se não quiser os militantes não podem ser penalizados por causa de alguns que se querem manter perpetuamente no poder.»
Uma fonte confidenciou que para catalisar este processo tinha sido chamado a intervir o arcebispo de Luanda, Dom Damião Franklin, que se terá mostrado perplexo com a forma como Kuangana pôde reorientar o sentido dos entendimentos prévios em seu próprio proveito.
Responsáveis da confissão religiosa que o próprio Eduardo Kuangana professa também não terão sido bem sucedidos, segundo a mesma fonte.
Fonte:MultiPress
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