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FNLA de Lucas Ngonda prepara nova direcção política provisória |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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29-Mai-2008 |
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O Bureau Político da FNLA liderada por Lucas Ngonda, reuniu há dias em sessão extraordinária para discutir e analisar questões ligadas à formação de uma nova direcção política provisória da FNLA.
Durante o discurso de abertura, Lucas Ngonda , que presidiu a sessão na qualidade de 1º vice presidente deste partido, saído do congresso de reconciliação de Outubro de 2004, disse que se tratava de um “encontro especial”, cujo objectivo central era traçar uma nova linha de orientação no quadro da plataforma da reconciliação da FNLA que conduziu o partido ao congresso de 2004.
Segundo Lucas Ngonda, a intenção da reunião neste encontro era procurar ajustar a direcção do partido à nova conjuntura política actual do país, no quadro do entendimento do pronunciamento feito pelo Tribunal Supremo, nas vestes de Tribunal Constitucional, através do acórdão de 17 de Março de 2008.
“Não é segredo para ninguém que antes da decisão do Tribunal Supremo, a qual remeteu às instituições saídas do congresso de 2004, o nosso profundo desejo foi sempre o de estarmos aqui todos juntos de corpo e alma para o bem comum da FNLA, porque se trata de uma luta que traduz a defesa do ideal de um povo (...)”, afirmou Lucas Ngonda.
Para o político, esta era a razão pela qual desde Agosto de 2007, depois do falecimento do líder histórico, Holden Roberto, ele e os seus correligionários se empenharam no desejo de ver a FNLA a ultrapassar os diferendos através duma consertação prévia que deveria conduzir o partido a um congresso abrangente e transparente e que iria definir a direcção definitiva do partido.
De acordo o comunicado final, 29 dos 53 membros do Bureau Político participaram na reunião convocada por Ngonda, que, à luz dos estatutos do partido e das resoluções do referido conclave, deliberaram sobre a formação da direcção política provisória da FNLA e da recomendação do comité central no sentido de confirmar Lucas Ngonda como presidente interino, devendo ser assistido por dois assessores, nomeadamente Carlinhos Zassala e Miguel João Damião. Os dois últimos concorreram para o cargo de presidente da FNLA no congresso realizado em Novembro do ano transacto, em que Ngola Kabangu saiu vencedor.
Por outro lado, os membros à reunião solicitaram ao Tribunal Supremo, nas vestes de Tribunal Constitucional, maior celeridade no desfecho do processo judicial em curso, tendo em conta a proximidade das eleições legislativas, previstas para Setembro próximo.
Fonte:Jornal de Angola
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