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A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) elogiou hoje em Luanda o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, por ter criado uma comissão nacional para identificação e reconhecimento das figuras históricas do país.
Numa declaração da sua Comissão Política Permanente, liderada por Ngola Kabangu, na véspera do 47º aniversário do início da luta armada de libertação nacional por este partido, a FNLA destaca que a iniciativa "culminará com o reconhecimento do estatuto daqueles que deram o melhor de si para o engrandecimento da Nação angolana".
O chefe de Estado angolano criou segunda-feira uma Comissão Multisectorial para adoptar um projecto de valorização e divulgação de figuras históricas.
"Quanto aos que tombaram no campo de honra pedimos que sejam não só lembrados, mas dignificados e homenageados", lê-se na declaração da FNLA, acrescentando que "esta é a maneira como o Governo deve reconhecer todos aqueles que morreram por Angola".
Nos últimos tempos, a FNLA tem sistematicamente reivindicado junto das autoridades angolanas o reconhecimento dos seus heróis, especialmente o seu líder histórico, Holden Roberto, falecido em Agosto de 2007, incluindo a edificação de estátuas em sua memória em vários pontos do país.
Na declaração, a FNLA alerta que com a aproximação das eleições legislativas, previstas para Setembro deste ano, os angolanos devem sentir-se em segurança para poderem participar "efectiva e activamente" no processo de preparação do acto eleitoral.
Quanto à situação económica e social do país, a FNLA chama a atenção ao executivo angolano para a "degradante" situação em que vivem os antigos combatentes", de forma que sejam "dignificados".
"Passados 32 anos desde a proclamação da independência, ainda são gritantes os desequilíbrios sociais, vivendo a grande maioria dos angolanos numa situação de miséria inaceitável", sublinha ainda a FNLA.
O partido afirma também que há violação dos direitos humanos em Angola, referindo que "continua uma prática permanente, mergulhando os angolanos sobretudo no interior do país, numa situação de total insegurança".
"Há ainda muita intolerância em todo o espaço nacional", segundo a FNLA.
A FNLA é um dos três antigos movimentos de libertação que juntamente com o MPLA e a UNITA assinaram os acordos de Alvor com as autoridades coloniais portuguesas, que levaram o país à independência, a 11 de Novembro de 1975.
Com cinco assentos na Assembleia Nacional, a FNLA recusou assumir a pasta de vice-ministro da Saúde no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional.
Devido a divergência internas, a FNLA está actualmente dividida em duas alas - a liderada por Ngola Kabangu e a de Lucas Ngonda, antigo secretário para a Informação deste partido.
F: JA
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