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A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) denunciou em Luanda a detenção de três dirigentes deste partido na província do Kwanza Sul na sequência das suas actividades políticas, mas a Polícia Nacional (PN) desmente. Os dirigentes da FNLA alegadamente detidos são Miguel Nzinga, membro do Conselho Político Nacional, João Ilda, secretário provincial do Kwanza Sul, e António Gabriel, adjunto de João Ilda.
A informação foi prestada pelo presidente do partido, Ngola Kabangu, que explicou que a detenção ocorreu quando os dirigentes da FNLA recolhiam assinaturas junto dos militantes para formalizar o processo de candidatura do partido às eleições legislativas de 05 de Setembro. O presidente da FNLA disse ainda à Lusa que as detenções tiveram lugar no final da passada semana, nos arredores da cidade de Sumbe, capital provincial do Kwanza Sul, e que Nzinga, Ilda e Gabriel foram posteriormente libertados e ouvidos hoje pela Direcção Provincial de Investigação Criminal(DPIC). A polícia, ainda segundo Kabangu, apreendeu 95 cartões de eleitor que os dirigentes tinham na sua posse com o intuito de oficializar as assinaturas exigidas por lei, num mínimo de 14 mil, para a formalização da candidatura do partido. Contactada pela Lusa a partir de Luanda, fonte da Polícia Nacional, no Sumbe, disse que "não há registo de qualquer detenção" de elementos da FNLA, considerando "pura mentira" as acusações de Ngola Kabangu. "Já denunciámos e condenámos a actuação anti-democrática de certas unidades policiais e administrativas, pelo que reiteramos o nosso firme repúdio de tais actos que em nada dignificam o processo eleitoral em curso no país", afirmou Ngola Kabangu. O presidente da FNLA defendeu que é urgente alterar este tipo de comportamento por parte das autoridades de forma a garantir eleições "livres, justas, democráticas e de concorrência leal".
Fonte: Lusa
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