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Informações verificadas referentes à formação do novo Governo: O processo está concentrado em José Eduardo dos Santos (JES), em conformidade com um “mandato” do BP do MPLA; adoptadas precauções destinadas a preservar sigilo de iniciativas consideradas delicadas; anúncio público do novo Governo para data imediatamente posterior a 30.Set (posse da nova Assembleia Nacional).
- Critérios seguidos por JES, conforme desígnios anunciados pelo próprio no BP: estrutura governamental mais leve e prática (extinção de alguns ministérios e/ou concentração de outros, até agora autónomos, como os do Comércio, Indústria, Pescas, Agricultura, Turismo, Ambiente, Urbanismo e Habitação); chamada de quadros mais qualificados e respeitáveis, tendo em vista elevar a credibilidade do executivo e tornar mais eficaz a sua acção. Previsões a confirmar, mas dadas como “certas” ou “plausíveis” em meios ligados ao regime: - Paulo Cassoma, governador do Huambo, novo PM. - Criação de um Ministério da Economia (a confiar a Manuel Junior, um economista formado nos EUA e quadro partidário em ascensão fulgurante). - João Miranda deixa por vontade própria o MRE (transita para o aparelho do partido). Rumores cuja importância é a de circularem em meios de poder e que por tal razão (são engodos) se destinam a testar reacções cujos resultados influenciam as decisões finais: - Higino Carneiro e José Pedro de Morais, ambos apontados como muito envolvidos em negócios privados, transitam para novos cargos – considerados “neutros”: ministro da Defesa e presidente da nova Bolsa de Valores, respectivamente. - M H Vieira Dias “Kopelipa” novo ministro das Obras Públicas (extinção do Gabinete de Reconstrução Nacional, que ele próprio dirige). - Kundi Paihama toma o seu lugar de deputado e dedica-se à vida privada; Salomão Xirimbimbi idem. - Assunção dos Anjos deixa a Embaixada em Lisboa e passa a MRE. A provável eleição de Fernando da Piedade Dias dos Santos para o cargo de Presidente da Assembleia Nacional (Roberto de Almeida torna ao Partido) é antevista em meios habilitados como primeiro passo de um processo de futura substituição de JES – que se prevê venha a ocorrer a meio do mandato para o qual será eleito em 2009. FNT/Africa Monitor
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