|
A Patton Boggs, uma das mais importantes empresas de lóbi dos EUA, concluiu um contrato com o Governo Angolano – vigente desde 05.Maio.2008 – cujo objecto principal é de o aconselhar e acompanharnas suas iniciativas públicas junto das autoridades norte-americanas. O contrato, de um ano, no valor de USD 2,4 milhões (a pagar em prestações mensais de USD 200,00), obriga a Patton Boggs a promover interesses e causas do Governo Angolano junto de centros de decisão e de influência norte-americanas, contando para tal com factores como a uma boa reputação pública de Angola nos EUA.
Desde 2005 o Governo de Angola não tinha nenhuma empresa de lóbi contratada nos EUA. Nessa altura pôs termo a contratos com três companhias – CR International, Cohen & Woods International e Samuels International. Manteve apenas ligações esporádicas à Goodworks, Atlanta, de Andrew Young.Entre as razões que terão levado então o Governo de Angola a prescindir de antigos préstimos lobistas nos EUA, por via da cessação de contratos com as respectivas companhias, foram consideradas as seguintes: - O tema Angola perdera a delicadeza anterior; a guerra civil terminara com a morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi – uma figura ainda muito respeitada e prestigiada em sectores-chave dos EUA. - Tornou-se vantajoso para o prestígio de Angola nos EUA um confinamento das relações bilaterais, políticas e diplomáticas, a campo estritamente institucional. - Em circunstâncias excepcionas as companhias petrolíferas norte-americanas com grandes interesses em Angola, estariam aptas a mover influências e bons ofícios que lhe fossem pedidos. O reatamento de ligações de Angola ao meio lobista norte-americano através da da Patton & Boggs, é atribuído a "razões conjunturais", como os períodos eleitorais que se avizinham, e a questão de Cabinda, cuja indefinição provoca embaraço às autoridades angolanas. No Departamento de Defesa (Pentágono), que historicamente tem uma atitude de reserva elativamente à sinceridade de propósitos das autoridades angolanas, têm sido notadas condutas consideradas especiosas ou mesmo de obstrução de Angola no que toca ao desenvolvimento da cooperação militar e ao Africom. Como medida supostamente destinada a desanuviar o ambiente – o Pentágono considera que Angola não está a cumprir um plano de contactos de alto nível entre autoridades militares – o Inspector-Geral das FAA, Gen Sapilinha Sambalanga, foi despachado recentemente para os EUA, à frente de uma missão militar. 2 . As autoridades angolanas deram sempre preferência à contratação nos EUA de empresas de lóbi conotadas com meios conservadores; o critério determinante era o de que os antigos apoios à UNITA, que pretendiam anular, estavam especialmente implantados nos referidos meios (republicanos). A CR International, de Robert Cabelli, e a Cohen & Woods Internatonal, esta do antigo subsecretário para os assuntos africanos, Herman Cohen, e de um antigo desk-officer para Angola do Pentágono, coronel James Woods, já falecido, foram as empresas que durante mais tempo trabalharam para Angola. Fonte: Africa Monitor
|