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Governo angolano vai privatizar a Angola Telecom |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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17-Mai-2008 |
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O MPLA agendou para os próximos quatro anos, caso vença as eleições, a privatização gradual da empresa pública de telecomunicações Angola Telecom, segundo consta no programa eleitoral do partido no poder.
O assunto mereceu abordagem, durante a última conferência nacional dos “camaradas”, chegando a existir propostas de que o programa eleitoral não deveria incluir, de forma explícita, a ideia de que o Governo tem intenção de ceder parte significativa do capital social da sua empresa de telecomunicações.
O texto, no programa de governo do MPLA, diz taxativamente que se deve “criar as condições para que o Estado se retire gradualmente do papel de proprietário da Angola Telecom, obedecendo a um plano de privatização faseado e calendarizado, a implementar logo que se desenvolva e consolide uma infra-estrutura de informação e comunicação em banda larga de carácter estruturante (rede básica) acessível a todas as regiões geográficas do país, bem como se consolide a participação do sector privado no mercado de telecomunicações”.
O próprio presidente do Conselho de Administração da Angola Telecom, João Avelino, que foi delegado à conferência, recomendou ponderação no assunto já que a estatal do ramo é considerada empresa estratégica e a vender-se parte dela deveria ter-se em conta os interesses do Estado e matéria de controlo e de encaixe financeiro com a operação.
Mas se o assunto foi agora levantado, não menos verdade é que desde há muito que correm rumores da existência de companhias estrangeiras na Angola Telecom. Uma delas, de quem já se disse que estaria disponível para adquirir até 45% do capital da empresa Angola, é a operadora para-estatal sul-africana Telkom.
O debate sobre uma eventual privatização da Angola Telecom ocorre numa altura em que se fala com muita insistência da venda, total ou em parte, a operadores privados da Movicel, onde a estatal das telecomunicações detém a quota maioritária de 99%, estando o restante 1% nas mãos da também pública Correios de Angola.
NJ (C) Correio Digital
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Acredito que p dever de informar , também na área económica, nos deveria levar à atenção a estas visiveis mudanças económicas no país.
Agradeço