|
Os Estados Unidos consideram que o esforço angolano no domínio dos direitos humanos continua bastante ferido pela impunidade dos agentes da segurança prevaricadores.
A avaliação consta do relatório anual que o Departamento de Estado tornou público ontem em relação à questão em todo o mundo.
No capítulo respeitante a Angola, o documento reconhece os progressos públicos realizados, excepto no tocante ao castigo merecido por agentes públicos que caem neste delito.
«O governo ou os seus agentes não estão directamente ligados a eventuais desaparecimentos ou assassinatos políticos», ressalvou o relatório.
Sustenta ser, no entanto, «um facto real que os agentes violadores de segurança raramente foram indiciados, que o uso de força excessiva, por parte das autoridades, resultou em mortes».
Na esteira, lembra «a morte dos dois actores que ainda está por esclarecer, o caso dos mortos no mercado Roque Santeiro de três pessoas, que foram brutalmente espancadas por roubo, ou da mulher grávida assassinada na Lunda após detida pela polícia».
Evoca, ainda, a situação de «pessoas detidas e que “desapareceram” do mapa prisional, além da violência gratuita levada a efeito por empresas de segurança privada».
As violações de mulheres congolesas detidas nas fronteiras das Lundas, denunciadas pelos Médicos Sem Fronteiras, constam igualmente «entre outros mimos» da autoridade angolana aos seus agentes.
Não foi possível registar a reacção do governo angolano, que destacou uma forte delegação em Genebra, à VII sessão do Conselho dos direitos humanos das Nações Unidas, pelo que se pode repisar no assunto numa próxima edição.
Fonte:Apostolado
|