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A Luta de poder dentro da estrutura do MPLA na província, agravada pelo tom de contestação à governação local, ditou o destino de Gomes Maiato.
Depois de um logo "consulado" à frente da província da Lunda-Norte, Gomes Maiato é agora uma "carta" fora do baralho na gestão dos negócios públicos da província. O despacho para a sua exoneração foi já exarado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, soube o Angolense. "É provável que o despacho sobre a sua exoneração seja tornado público esta sexta-feira", assegurou a fonte.
Durante o seu consulado, Gomes Maiato foi duramente criticado pelas populações por falta de impacto social e económico local, sendo a província a principal produtora destes kimberlitos, uma das principais fontes de receitas da economia do país.
O foco de contestação era grande, na medida em que, recentemente, Maiato chegou a atacado pela multidão numa localidade daquela província, onde também se fazia acompanhar de Isabel dos Santos, filha do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, que para lá se deslocou para inaugurar um empreendimento comercial.
Além deste facto, no fundo, sublinhou a fonte que vimos citando, o que terá ditado a decisão presidencial foi o facto de a "corrente não passar" entre Maiato e o 1º secretário provincial do MPLA, Zé Miúdo, devido a fricções que já vêm de longa data, agravadas com o surgimento de um grupo interno no maioritário contestatário à sua governação, constituído pelo próprio Zé Miúdo, Moisés Nelo, antigo governador provincial e deputado do MPLA, e Jorge Tala, vice-governador.
As rixas azedaram ainda mais, quando o governador, enquanto membro do Comité Central, não foi tido nem achado na criação do "Estado-Maior" da campanha local do MPLA, uma artimanha montada por "Miúdo", que numa atitude encarada como afronta colocou o seu vice-governador Jorge Tala na comissão do "M" para as eleições.
Indignado com a situação, Maiato, explicou a nossa fonte, foi queixar-se ao Presidente da República, para dar conta do que se estava a passar na sua área de circunscrição, tendo revelado os entraves que lhe eram colocados pelos seus correligionários, que criaram uma situação de ingovernabilidade. Dos Santos terá optado por sacrificar ambos na condução tanto à frente dos destinos do partido, como da governação da província.
A queda de Maiato não será tão aparatosa, já que tudo indica que deverá voltar para Luanda, onde será acomodo na Secretaria de Estado para as Empresas Públicas, da qual António Tomás foi o primeiro "timoneiro". A mesma fonte avançou que o novo inquilino da gestão do património empresarial do Estado já se despediu da família e dos seus colaboradores mais próximos.
Com J. Tala na qualidade de vice-governador (cargo que deverá conservar) a guerra com o novo governador poderá continuar, porquanto alimenta a estratégia de atingir o cadeirão máximo da gestão da província, referiu a fonte que vimos a citar. "Caso a situação se mantenha poderá condicionar os resultados eleitorais do MPLA naquela região", alertou uma fonte da situação por aquelas paragens.
Maiato, economista de formação pela Universidade "Agostinho Neto, já exerceu as funções de ministro do Comércio e assessor económico do PR, durante a primeira metade dos anos 90.
A mesma fonte avançou que o novo inquilino da gestão do património empresarial do Estadoj já se despediu da família e dos seus colaboradores mais próximos. Maiato deverá ser substituído no cargo por Ernesto Mangala que irá igualmente exercer as funções de Primeiro Secretário provincial do MPLA naquela província. O novo homem forte da Lunda Norte já exerceu os cargos de director clínico da "Multiperfil" e de director provincial da Saúde naquela parcela do país. Médico de medicina geral, Mangala é doutorado em gestão hospitalar.
Com N.C
Suzana Mendes e Agostinho Rodrigues
jornalangolense.com
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bem penalizado. eu esou muito contente por escutar esta noticia.
para bem presidente na tua discição.