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Luanda - O presidente em exercício da Assembleia Nacional, João Lourenço, exortou hoje em Luanda, aos ministros do Comité Inter-estatal de Defesa e Segurança (CIEDS) da SADC a reflectirem seriamente nos conflitos que assolam alguns países da região austral do continente.
João Lourenço, que falava na cerimónia de abertura da 29ª reunião dos ministros do Comité Inter-estatal de Defesa e Segurança (CIEDS) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, referiu que este encontro realiza-se num momento em que a sub-região se confronta com algumas situações de conflitos, como os casos da RDCongo, do Lesotho, Zimbabwe e recentemente os acontecimentos na África do Sul.
| | |  | | O presidente em exercício da Assembleia Nacional, João Lourenço | | | “Exige-se deste comité uma reflexão séria, com vista ao alcance de soluções adequadas”, apelou o parlamentar angolano na cerimónia, onde estão representados ministros da Defesa e seus mandatários, dos Estados membros desta comunidade regional.
Para além da conjuntura regional, de acordo com João Lourenço, a importância do CIEDS assegura-se necessária, face aos grandes desafios que se colocam ao mundo actual, como a crise energética, a insegurança alimentar, o problema do terrorismo internacional, a crise ecológica mundial, a imigração ilegal, o tráfico de órgãos e de seres humanos.
Destacou que este órgão, desde a sua criação até a presente data, verificou progressos, que se consubstanciam no lançamento da Brigada em Estado de Alerta da SADC, participação dos estados membros em operações de manutenção de paz em vários pontos do globo, criação do Centro de Formação de Manutenção de paz, bem como os esforços envidados na gestão de conflitos e catástrofes naturais em alguns Estados da região.
Em sua opinião, a realização regular das reuniões deste comité é um testemunho inequívoco do compromisso dos Estados da região na busca de soluções mais acertadas que permitam propiciar uma integração regional em todos os domínios.
“Não nos devemos ater aos resultados alcançados. Devemos, com afinco e rigor, estabelecer relações de cooperação e de solidariedade cada vez mais abrangentes, com vista ao alcance e preservação de interesses e objectivos que se afiguram comuns, necessários e vitais, que estiveram na base da criação da SADC”, ressaltou.
João Lourenço defendeu ainda a necessidade de se ter em conta a visão da SADC como um futuro compartilhado, de uma comunidade através de uma estratégia de integração regional.
Por outro lado, recomendou ser importante continuar a reflectir-se sobre o tipo de estruturas que presentemente este órgão tem, por forma a superá-las e se encontrar mecanismos que tornem a organização cada vez mais eficaz e eficiente, que permita andar depressa e recuperar o atraso que os Estados do continente enfrentam face à outros povos e outras organizações congéneres.
O encontro, que encerra ainda hoje, está a analisar questões de segurança na região, a contribuição dos estados membros em missões de apoio à paz no continente e no mundo, assim como o orçamento do órgão.
Inscreve também a análise da assistência ao processo de paz na RDCongo, o funcionamento do Centro de Formação de Manutenção de Paz, o combate ao tráfico de armas e aos crimes transfronteiriços, a situação migratória e aduaneira, o terrorismo e as consequências das enxurradas que assolaram a pretérita época chuvosa em alguns países membros.
Esta reunião foi antecedida de uma outra de peritos deste comité, que preparou a agenda submetida ao encontro de ministros da defesa.
A SADC integra actualmente 14 Estados membros, nomeadamente Angola, África do Sul, Botswana, Lesotho, Ilhas Maurícias, Malawi, Moçambique, Madagáscar, Namíbia, República Democrática do Congo, Swazilândia, Zâmbia, Tanzânia e Zimbabwe.
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