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O vice-presidente da Fundação 27 de Maio, José Adão Fragoso, é uma das figuras independentes dos candidatos a deputados da UNITA. Fundador do Partido de Renovador Democrático (PRD), com cuja direcção entrou em colisão, José Fragoso é general na reforma e já foi funcionário sénior do Conselho de Ministros.
Outros membros revelados em Luanda por esta Fundação, constituída por antigos militantes do MPLA, são Luís Filipe Fortunato e Perseverança Maria Econgo. O primeiro é filho de Pedro Fortunato, primeiro comissário provincial de Luanda, morto em 27 de Maio, enquanto que Maria Econgo é filha de Sebastião Manuel Neto «Comandante Tonton», ex-membro do Estado-Maior das antigas FAPLA e comandante da Região Norte, falecido nas mesmas circunstâncias. Entretanto, as novas caras de militantes da UNITA, candidatas à próxima bancada parlamentar incluem, Rafael Massenga Sakaita e Araújo Cacique Pena, filho e sobrinho do líder fundador, Jonas Savimbi, respectivamente, revelaram à Voz da América fontes deste partido. O secretário da organização juvenil-JURA, Liberty Samuel Chiaka, Vitorino Nhani, o actual coordenador de Luanda, Fernando Falua e o seu adjunto, Faustino Mumbika, são as figuras conhecidas propostas pelo partido do «Galo Negro». Os jornalistas Lourenço Bento António e Manuel Bianco, ambos do jornal partidário «Terra Angolana» e Makuta Nkondo, ex-jornalista da Angop, deverão engrossar a próxima bancada da UNITA. Outro «reforço» da UNITA é o activista cívico, Lando Kama. A parte feminina estará reforçada com Alda Juliana Sachiambo, antiga secretária para a província do Huambo, Teresa Chipia, vice-presidente da Liga das Mulheres Angolanas (LIMA), Regina Chipoia Eduardo, que representou o partido no Kuando-Kubango, e Júlia Napolonga, médica de profissão. O general Samuel Chiwale, Ruth Dachala, José Abilheira, que constavam da primeira lista de deputados eleitos em 1992, não fazem parte dos aspirantes a deputados para a próxima legislatura, por não terem concorrido. Marques Kakumba, antigo representante na Costa do Marfim, e o casal Albertina e Aniceto Hamukuia estão entre os que não resistiram à peneira das conferências provinciais. Constam da lista dos propostos Paulo Lukamba Gato, Eugénio Manuvakola, Alcides Sakala, Adalberto da Costa Júnior, Abílio Camalata Numa, Ernesto Mulato, Abel Chivukuvuku, Franco Marcolino, Isaías Chitombi, Fernando Heitor, Moisés Cassessa, Carlos Morgado, Azevedo Canganje, Miraldina Jamba, entre outros membros da cúpula da UNITA. Dos quadros que fazem parte do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN) foram eleitos candidatos, Marcial Migi Itengo, João Baptista Chindandi, António Bento Cangulo, governadores das províncias da Lunda-Sul, Kuando Kubango e do Uíge, respectivamente. Joaquim Ikuma Mufuma, ministro do Comércio, é o único com este cargo. São igualmente concorrentes os vice-ministros da Defesa, da Reinserção Social, das Finanças e da Agricultura e Desenvolvimento Rural, respectivamente, Demóstenes Chilingutila, Clarice Kaputo, Arlindo Praia Sicato e Dário Catata. Os restantes representantes da UNITA no GURN não concorreram. São os casos de Ruben Sicato, da Saúde, Dinho Chingunji, da Hotelaria e Turismo, Manuel Africano, da Geologia e Minas, Fonseca Chindondo, da Comunicação Social e Júnior Cotingo do Interior. Jaka Jamba, representante de Angola na UNESCO, é candidato por indicação presidencial, já que, tal como os restantes embaixadores, não participou das conferências eleitorais. A fonte referiu que uma boa parte dos intelectuais que integram a actual bancada não concorreram. Entre eles, estão os deputados Morais Vieira, Adelino António, Pedro Caetano, José Abilheira e Feliciano José. Por terem apoiado o deputado Abel Chivukuvuku, derrotado por Samakuva, no decurso do último congresso do partido, estes quadros foram vítimas de «alguma hostilidade» por parte do núcleo duro de Isaías Samaukuva «o que concorreu para a decisão que tomaram», revelou a fonte.
Fonte: VOA
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mas está certo o lugar que dão à malta do 27 de maio...já que o mpla não faz justiça