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O secretariado do Comité Nacional da JURA, juventude da UNITA, e a Direcção Nacional da JFNLA, realizaram um encontro nesta quinta-feira, com o objectivo de analisar o contexto político-social, económico, cultural e religioso do país.
Neste encontro, os jovens destes dois partidos lamentaram o facto do partido no poder, o MPLA, alimentar as divisões partidárias instaladas no seio de alguns partidos políticos angolanos.
«Nós jovens angolanos estamos profundamente preocupados com o futuro do nosso país e entendemos que no contexto dominado pelo processo eleitoral, das segundas eleições legislativas, existem situações, comportamentos, atitudes, que atentam contra o espírito de paz e de reconciliação nacional e consolidação do Estado democrático e de direito».
O secretário-geral da JURA, Liberty Chyaka, hoje em entrevista à Voz da América, no final do encontro que juntou as duas organizações juvenis.
A juventude da UNITA e da FNLA acusam o MPLA de estar numa lógica de instrumentalização das autoridades tradicionais e a partidarização das instituições do próprio Estado.
«Entendemos que a perspectiva de alteração da Lei Eleitoral no que diz respeito aos prazos de publicação dos resultados tanto a nível das províncias, como a nível nacional, denota uma clara atitude do partido no poder em legalizar a fraude eleitoral, processual e operacional em curso no país».
Em função disso, a JURA e a JFNLA decidiram denunciar a tentativa do Partido no poder alterar a Lei Eleitoral.
«Também denunciamos e repudiamos categoricamente a partidarização e instrumentalização das autoridades tradicionais que têm sido autênticos activistas partidários já não assumem as suas responsabilidades tradicionais e decidimos igualmente denunciar e desencorajar a corrupção institucional que em grande medida encoraja as desigualdades sociais, alimenta a exclusão política, a exclusão social e económica, o que não contribui para o desenvolvimento do nosso país».
A JURA e JFNLA prometem votar para dizer não à corrupção, à exclusão social, não à exclusão política e cultural, porque querem um país livre, de fraternidade, um país verdadeiramente desenvolvido e moderno.
Fonte:VOA
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