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Kwata Kanawa, Sec. p/ Info do MPLA considera que o êxito depende do engajamento dos partidos |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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05-Jun-2008 |
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O MPLA defende que os partidos políticos devem dar a sua contribuição para o êxito do processo eleitoral que culminará com a realização da votação no dia 5 de Setembro próximo.
O secretário do MPLA para a Informação, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, considerou ontem, em Luanda, que não haverá sequer sombra de faltas de transparência e de democracia nas próximas eleições legislativas, caso se estude e legisle sobre a possibilidade de extensão do período de votação, a acontecerem situações fora do artigo 121º da Lei Eleitoral.
Kwata Kanawa considerou o Conselho da República “idóneo e prudente” para alertar para um estudo sobre a participação de determinadas localidades que podem ficar arredadas da votação, fora do âmbito da Lei Eleitoral (Lei n.º 5/06).
Em entrevista ao Jornal de Angola, por telefone, Kwata Kanawa acusou a UNITA de “ver fantasmas em todo lado, evocando ameaças de fraude, ao invés de dar a sua contribuição ao processo”.
Em relação ao MPLA, Kwata Kanawa garante que a bancada parlamentar do seu partido vai analisar a recomendação do Conselho da República nos próximos tempos.
A possibilidade de extensão do período de votação nos casos que ocorram fora do artigo 121º da Lei Eleitoral, de acordo com Norberto dos Santos, vai permitir que os eleitores, embora não cheguem a horas nas assembleias de voto, exerçam o seu direito sem terem que ficar com os cartões na mão porque atrasaram.
A recomendação do Conselho da República, segundo Kwata Kanawa, “é prudente” e se baseia numa realidade própria do país. Quanto à convocação das eleições legislativas para 5 de Setembro, o secretário do MPLA disse ser isso prova de que tem sido feito um trabalho intenso de preparação das eleições, engajando as forças políticas.
Kwata Kanawa considerou que, contra tudo o que se dizia em relação ao processo, a convocação demonstra que o Governo estava a preparar as eleições com base na lei.
N’gola Kabangu, presidente da FNLA, relevou o facto de ter sido respeitado o preceituado na lei para a realização das eleições num único dia. O político indicou que o 5 de Setembro era a data ideal para o pleito.
No reunião de terça-feira, o Conselho da República recomendou a constituição de um número suficiente de assembleias e mesas de voto, para que se garanta a possibilidade de todos os cidadãos exercerem o seu direito inalienável de voto.
Prevendo que determinadas localidades fiquem arredadas de concorrer às eleições por situações fora do âmbito do artigo 121º da Lei Eleitoral, o Conselho da República recmendou o estudo e legislação sobre a conclusão do acto de votação.
Fonte:Jornal de Angola
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