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O político e sociólogo Lucas Ngonda afirmou ontem, em Luanda, que depois dos resultados desastrosos obtidos pela FNLA nas eleições legislativas de 5 de Setembro, os dirigentes e militantes daquele partido devem repensar muito seriamente que caminhos seguir para o seu reenquadramento no espaço político angolano. A FNLA, com cinco deputados na Assembleia Nacional na legislatura passada, não conseguiu nas legislativas de cinco de Setembro mais do que dois lugares no próximo Parlamento.
Segundo o político, que falava em conferência de imprensa sobre os resultados eleitorais da FNLA, está mais que provada que a reunificação da FNLA é a única forma de salvar o partido da hecatombe. “O desfecho eleitoral acaba de confirmar que a unidade é indispensável, se quisermos uma FNLA que se possa posicionar melhor no xadrez político angolano”, disse Lucas Ngonda. Líder da facção da FNLA que viu chumbada pelo Tribunal Constitucional a candidatura para concorrer às legislativas de cinco de Setembro, Lucas Ngonda acha que “sem coesão qualquer projecto político ou social cai por terra”. No entender de Lucas Ngonda, hoje já não basta dizer que a FNLA é um partido histórico para se obter o apoio do eleitorado. “A história da FNLA pode desaparecer, engolida nas urnas, se a actual geração de militantes e dirigentes do partido o deixarem em mãos de quem procura destrui-lo através de estratégias pessoais”, alertou. Os fracos resultados alcançados pela FNLA, segundo o político, devem-se à insatisfação manifestada pelos militantes do partido, cujas consequências deram lugar à dispersão do voto da FNLA para as diversas formações políticas. Lucas Ngonda disse que, apesar dos resultados eleitorais catastróficos, constatou que os militantes estão mais coesos e sólidos em torno dos ideais do partido. O político felicitou o partido vencedor, o MPLA, e o seu presidente, José Eduardo dos Santos, pela vitória esmagadora obtida nas eleições de 5 de Setembro, e faz votos que o partido da maioria trabalhe no sentido de melhorar a qualidade da democracia no país, formando um governo virado para a promoção da imagem e prestígio de Angola e dos angolanos. JA /Adelina Inácio
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