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O Presidente do Partido Renovador Democrático (PRD), Luís dos Passos (na foto), desvalorizou ontem (quinta-feira), em Luanda a proposta de pacto de estabilidade apresentada há uma semana pelo líder da UNITA, Isaías Samakuva.
Em declarações a Rádio Nacional de Angola, Luís dos Passos afirmou que o país não precisa discutir um pacto de estabilidade uma vez que não existe um risco de as eleições legislativas previstas para Setembro próximo provocarem instabilidade política. “Vejo a questão mais naquela perspectiva de se querer continuar com o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN)”, disse.
Para Luís dos Passos o GURN terminou. Segundo disse, já ouviu inclusive alguns pronunciamentos do vice-presidente da UNITA que de facto transparecia estarem lá questões inerentes à situação social dos seus membros, o que é mau para a UNITA e para a própria democracia.
“Sem dúvida é importante não esquecermos que é preciso que haja estabilidade no país, mas acho que não é necessário fazer este pacto, e a acontecer seria importante fazê-lo com demais partidos”, argumentou.
No seu discurso de encerramento da III reunião ordinária do comité permanente da comissão política da UNITA, realizada a 7 de Maio, Isaías Samakuva apresentou o pacto de estabilidade como “um acordo político que a Nação deverá estabelecer com os actuais detentores do poder político, antes das eleições, para assegurar a estabilidade do país, enquanto se efectua a mudança”.
Para o líder da UNITA, o pacto de estabilidade teria como objectivo fundamental “estabelecer um quadro de garantias mútuas que assegure a dignidade das pessoas, a estabilidade do país e o funcionamento harmonioso das instituições do Estado, independentemente dos resultados eleitorais”.
Segundo Luís dos Passos, o PRD está a preparar o seu programa de Governo assente no combate ao desemprego, na educação, saúde, combate à pobreza na problemática habitacional e, por conseguinte deverá apresentar nos próximos dias as suas propostas eleitorais.
“Recentemente quando realizamos o nosso 3º congresso apresentamos as linhas daquilo que poderia ser o nosso programa de Governo. Este programa está a ser executado e dentro dos meses de Junho a Julho teremos que ir apresentar a comunicação social”, disse.
O líder do PRD fez saber que existem outras questões que o preocupam como líder político, nomeadamente, a dificuldade em reunir os materiais para a campanha eleitoral, o que não tem sido fácil numa altura que se aproximam as eleições.
RNA/JA
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