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MPLA tranquiliza oposição sobre eventual maioria absoluta nas eleições |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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21-Mai-2008 |
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“O MPLA vai estar sempre disponível para consultar as outras forças políticas e a sociedade civil, ainda que vença por maioria absoluta nas próximas eleições legislativas”, garantiu ontem, em Luanda, o líder da bancada parlamentar do partido no poder.
Bornito de Sousa, que falava durante a sessão plenária para a aprovação das alterações à Lei Eleitoral, comentava assim declarações de certas pessoas que, segundo ele, estavam preocupadas com uma eventual maioria absoluta do MPLA nas legislativas.
Segundo o deputado, não há razões para que, em tempo de paz, o MPLA não ausculte outras sensibilidades, quando até fê-lo em tempo de guerra. “O MPLA tem hoje a maioria absoluta mas ainda assim repartiu o poder com outras forças políticas, criando o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional. Promoveu o debate e auscultação nacional sobre as grandes opções constitucionais, sobre as opções estratégicas de desenvolvimento económico e social, nomeadamente através da sua Agenda Nacional de Consenso”, lembrou.
“Se o MPLA fez isso em condições adversas, em período de guerra, porque não o faria em tempo de paz, estabilidade e desenvolvimento?”, questionou o deputado, antes de lançar um apelo: “Deixemos, pois, o povo escolher e estamos certos de que os angolanos hão-de escolher bem”.
Bornito de Sousa afirmou que, pelo que se tem constatado, os empates eleitorais é que provocam instabilidade. Apontou os casos do Quénia e Zimbabwe como sendo os mais recentes.
Por outro lado, disse, os sistemas de Governo de maioria são mais estáveis do que aqueles cujas eleições não ditam um claro vencedor. Neste particular, apontou os casos da Grã-Bretanha e da Itália, em que os governos são constantemente mudados.
Ontem, o Parlamento aprovou igualmente o projecto de resolução relativa à recondução dos membros do Conselho Superior da Magistratura Judicial e do Ministério Público. O projecto foi aprovado por unanimidade, ou seja, por 139 votos a favor, nenhum contra e nenhuma abstenção.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial é composto pelos juristas Rui Constantino da Cruz Ferreira, Maria Manuel Pitra, Agostinho António dos Santos, Albertro William Henriques e Vicente Lubamba Muanza.
Já o Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público integra os juristas João André Pedro, Caetano Francisco Baião, Manuel Dias da Silva, Margarida do Nascimento Gonçalves e Cândido Herculano Manuel Cachove.
Apesar de ter votado a favor da resolução, o deputado Abel Chivukuvuku, da UNITA, defendeu que nas próximas vezes a resolução venha acompanhada de um documento que apresente a avaliação do desempenho dos membros dos referidos conselhos.
Fonte:JA
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