|
Marcolino Moco ficou melindrado com a forma, considerada deselegante, como foi excluído da lista de candidatos a deputados do MPLA. No último dia do processo de elaboração das listas Marcolino Moco foi procurado por um quadro do partido que vinha indagar se ele estaria disposto a recandidatar-se. Marcolino Moco terá respondido evasivamente, isto é, que deixava a respectiva decisão à consideração do partido.
Ante insistências do seu interlocutor, baseadas em considerações tais como a de que ele representava uma mais valia para a listas, enquanto a sua ausência produziria efeitos contrários, M Moco aceitou preencher e assinar um formulário no qual dava o seu acordo à inclusão do seu nome na lista de candidatos. Fê-lo também por que o referido dirigente partidário, ao replicar uma observação sua, segundo a qual as listas dependeriam sempre, na sua versão final, da apreciação da direcção do partido e não estar seguro de merecer a aprovação da mesma, lhe garantiu não ser assim. Marcolino Moco, que foi SG do MPLA e PM, não goza das simpatias de José Eduardo dos Santos. É o único antigo SG do partido que não faz parte da lista. Um movimento muito activo na contestação que precedeu o seu afastamento como PM, o Movimento Nacional Espontâneo, então encabeçado pelo ex-governador de Luanda, Job Capapinha, passou recentemente, por decisão do Governo, a ter o estatuto de instituição de utilidade pública. Nos últimos anos Marcolino Moco limitou a sua actividade política, incluindo a sua condição de deputado, para se dedicar à vida académica. Fonte: Africa Monitor
|